Trabalhadores dos Correios ocuparam, na madrugada desta quarta-feira (16), o Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas de Indaiatuba, em meio à greve nacional iniciada pela categoria no dia 10 de setembro. A mobilização bloqueou a entrada e a saída de cargas da unidade e afetou o fluxo de objetos destinados a cidades da região atendidas pelo centro.
A ocupação faz parte da paralisação dos funcionários, que pressionam a direção dos Correios e o governo federal pela retomada das negociações. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de Campinas e Região (Sintect-Cas), a categoria rejeita as condições apresentadas pela empresa nas tratativas para o acordo coletivo.
Entre as reivindicações está a questão salarial. De acordo com o sindicato, a proposta apresentada pela direção dos Correios não recompõe as perdas inflacionárias do período. A entidade afirma que o índice oferecido ficou abaixo do INPC e considera insuficiente o reajuste colocado nas negociações.
Outro ponto de discordância envolve o plano de saúde. O sindicato contesta alterações nas regras do benefício e afirma que os custos cobrados dos trabalhadores já provocaram a saída de mais de 30 mil funcionários do convênio por falta de condições de pagamento.
Em posicionamento sobre Indaiatuba, os Correios informaram que adotaram medidas judiciais para garantir o acesso ao centro operacional. A empresa afirmou que a carga postal está sendo remanejada para outras unidades, como parte do plano de continuidade dos negócios, para manter o tratamento e a distribuição dos objetos.
Segundo os Correios, empregados administrativos também estão sendo mobilizados para auxiliar as atividades operacionais. A empresa informou que promove o remanejamento de veículos e mutirões de entrega para preservar o fluxo logístico e reduzir impactos aos clientes durante a paralisação.
O Sintect-Cas informou que ainda não havia um balanço exato do número de empregados paralisados na região, mas avaliava que a adesão à greve era ampla. Com a ocupação da unidade de Indaiatuba, a entidade afirmou que as cargas previstas para esta quarta-feira deixariam de seguir normalmente para as cidades atendidas pelo centro.
A paralisação nacional começou na noite de 10 de setembro e segue sem prazo definido para encerramento. A ocupação em Indaiatuba amplia os efeitos da mobilização na Região Metropolitana de Campinas, já que a unidade participa do recebimento, tratamento e encaminhamento de objetos postais.
Os Correios também informaram que mantêm ações para preservar os serviços durante a paralisação. As agências seguem abertas, segundo a empresa, enquanto a operação é monitorada e medidas adicionais podem ser adotadas.
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