Região de Campinas

Vereador de Itatiba é alvo de operação contra o tráfico

Em Itatiba, foram cumpridos 23 dos 26 mandados de busca e apreensão

Vereador de Itatiba é alvo
de operação contra o tráfico
Associação de moradores ligada a ele e sua esposa aparece nas apurações Crédito: Polícia Militar

O vereador Carlos Eduardo de Oliveira Franco, conhecido como Du Guaca (MDB), está entre os investigados na Operação Nexus, deflagrada nesta terça-feira (15) pelo Gaeco de Campinas e pela Polícia Militar em Itatiba e Campinas. A ação apura suspeitas de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Segundo o Ministério Público, o grupo mantinha uma estrutura para acompanhar a movimentação das forças de segurança.

Em Itatiba, foram cumpridos 23 dos 26 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Os outros três ocorreram em Campinas. Também foram autorizados cinco mandados de prisão.

Mandados de busca foram cumpridos na residência de Du Guaca e na Câmara Municipal de Itatiba. Segundo o Gaeco, o vereador é suspeito de integrar o núcleo responsável pelo monitoramento das forças de segurança.

Uma associação de moradores ligada ao parlamentar e à esposa também aparece nas apurações. O MP investiga se câmeras vinculadas à entidade eram usadas para acompanhar a circulação de agentes públicos.

Na casa do vereador, foram apreendidos cerca de R$ 20 mil. O político afirmou que o valor era relativo ao seu salário e negou relação com os criminosos. O MP não pediu o afastamento dele. A Câmara informou que a investigação não está relacionada ao exercício da função parlamentar.

A operação também teve como alvo um PM e 3 lojas de veículos, duas em Itatiba e uma em Campinas. Conforme o Gaeco, os estabelecimentos são investigados por possível participação na lavagem de dinheiro. O principal alvo, conhecido como "Tim", é apontado pelo MP como integrante do PCC e suspeito de comandar a estrutura com a esposa. Ele teria comprado e negociado mais de 20 veículos de luxo.

Durante as buscas, foram apreendidos veículos, dinheiro, aparelhos eletrônicos, documentos, celulares e documentos durante a ação. Os carros identificados operação são avaliados em mais de R$ 5 milhões, segundo a PM.

O grupo seria dividido em núcleos de comando, vigilância, distribuição de drogas, logística, pontos de venda e lavagem de dinheiro. O monitoramento funcionaria 24 horas. Mais de 160 agentes participaram da operação.