Conhecida nacionalmente pela tradicional Festa do Figo e Expogoiaba, Valinhos tem na fruticultura uma de suas marcas. Agora, produtores rurais do município estão sendo apresentados a uma nova possibilidade para diversificar a produção e buscar alternativas de renda: o cultivo de frutas vermelhas, como mirtilo, framboesa e amora.
A experiência foi apresentada na última terça-feira (18), durante a 1ª Semana da Agricultura de Valinhos, in loco, a partir de uma visita técnica à Chácara Nova Esperança, no Bairro Macuco.
A propriedade dos produtores Sérgio e Rosa Yamamoto é uma das pioneiras no município nesse tipo de cultivo e mostra, na prática, que pequenas áreas podem ser usadas para uma produção com maior valor agregado.
Há mais de cinco anos, o casal começou a apostar no mirtilo. As primeiras 50 mudas das variedades Emerald e Biloxi deram origem a uma produção que hoje chega a aproximadamente 1,5 mil plantas, cultivadas em vasos. A propriedade também mantém cerca de 200 mudas de framboesa e exemplares de amora, sem contar além goabeiras e hortaliças.
A aposta nas frutas vermelhas não significa, necessariamente, abandonar as culturas tradicionais. A idéia é a de ampliar as possibilidades, combinando diferentes culturas nas Conhecida nacionalmente pela tradicional Festa do Figo e Expogoiaba, Valinhos tem na fruticultura uma de suas marcas.
O engenheiro agrônomo José Eduardo Pereira da Silva, representante da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), durante a visita, acredita que mercado interno apresenta espaço para o crescimento da produção nacional.
"Já temos resultados positivos com produtores de Campinas, Morungaba, Indaiatuba, Itatiba e outras cidades. É mais uma opção de plantio, com boa lucratividade", explicou o técnico.
Aproximadamente 80% das frutas vermelhas consumidas no país são importadas, principalmente do Chile e do Peru e essa dependência externa torna-se uma oportunidade de mercado.
Outro aspecto refere-se à flexibilidade do cultivo. Mirtilo, framboesa e amora podem ser plantados no solo ou em vasos, o que permite adaptar a produção.
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