Correio da Manhã
Região de Campinas

Monte Mor engrossa reclamações sobre a água

Ação conjunta com cidades da RMC cobra órgãos reguladores

Monte Mor engrossa reclamações sobre a água
Representantes municipais se reuniram na sede da Cetesb Crédito: Reprodução

A Prefeitura de Monte Mor ampliou a pressão sobre a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) devido às frequentes queixas da população acerca da qualidade da água fornecida pela Sabesp. Em reunião realizada em São Paulo, na sede da Cetesb, representantes da administração municipal cobraram fiscalização rigorosa e respostas técnicas sobre os serviços de saneamento. O encontro contou com a presença de gestores de Paulínia, Hortolândia e Limeira, cidades que também utilizam o Rio Jaguari e enfrentam problemas idênticos, como alterações de odor, cor e sabor no recurso hídrico distribuído.

Mobilização

O vice-prefeito Professor Fio e o chefe de Gabinete Vanderlei Soares reforçaram a necessidade de transparência nos laudos apresentados pela concessionária.

O município questionou diretamente o papel regulador da Arsesp, exigindo que o órgão cumpra seu dever de monitorar a eficácia do esgotamento sanitário e do abastecimento operado pela Sabesp no estado.

Fiscalização

Como resposta administrativa, o prefeito Murilo Rinaldo oficializou, via decreto, a criação do Comitê Municipal de Segurança Hídrica e Qualidade da Água. O grupo tem natureza permanente e atribuições que mesclam o caráter consultivo e deliberativo.

A equipe será responsável por analisar documentos técnicos, acompanhar de perto os processos da Sabesp e exigir soluções imediatas sempre que houver suspeita de irregularidades. A prefeitura já emitiu notificações formais à companhia após relatos de moradores sobre água amarelada e com odor desagradável em diversos bairros.

Estratégia

De acordo com as informações, o comitê atuará como uma central de inteligência para organizar dados e manter a população informada com base em indicadores confiáveis. Como o sistema de Monte Mor é integrado, utilizando captações superficiais e poços profundos, o monitoramento constante é essencial para identificar falhas sistêmicas.

Além da fiscalização, o grupo tem competência para propor políticas de sustentabilidade e medidas de compensação aos consumidores prejudicados.

Em cenários críticos, a estrutura funcionará como sala de situação para coordenar respostas rápidas junto ao Ministério Público e órgãos estaduais.