CORREIO DAS REGIÕES

MP investiga contratos na Educação de Piracicaba

MP investiga contratos
na Educação de Piracicaba
Apuração envolve irregularidades feitas pela Prefeitura Crédito: Prefeitura de Piracicaba

O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito para apurar possíveis irregularidades na contratação de professores temporários pela Prefeitura de Piracicaba. A investigação analisa se profissionais admitidos por processos seletivos simplificados ocuparam vagas permanentes da rede municipal enquanto candidatos aprovados em concurso público aguardavam convocação. Segundo o MP, as vagas teriam surgido após aposentadorias e exonerações, mas continuaram sendo preenchidas por contratos temporários. O órgão aponta possível desvio de finalidade, além de suspeita de preterição de concursados e uso contínuo de admissões emergenciais fora de situações excepcionais.

Medidas são recomendadas pelo MP

O MP recomendou que a Prefeitura interrompa novas contratações temporárias para a rede municipal de ensino e convoque candidatos aprovados em concurso público. O órgão também pediu a substituição gradual dos contratos emergenciais e a criação de regras mais objetivas para futuras admissões excepcionais. Caso as medidas não sejam adotadas, o MP poderá ingressar com ação civil pública e investigar possível prática de improbidade administrativa.

Alta nas entregas

O avanço das compras on-line tem ampliado o número de profissionais do setor de transporte e entregas em Araçatuba. Dados do Sebrae apontam que 106 MEIs ligados ao transporte rodoviário de cargas foram abertos nos primeiros meses de 2026, alta de 49% em relação ao ano passado.

Frio reduz doações

O Hemonúcleo Regional de Araraquara registrou queda de cerca de 50% nas doações de sangue com a chegada do frio. A unidade abastece hospitais de 10 cidades do interior paulista e alerta para risco nos estoques, já que a demanda segue alta. Pacientes em UTIs, tratamento oncológico e casos respiratórios continuam necessitando de transfusões.

Fraude no plástico

A Receita Federal e órgãos estaduais realizaram a Operação Refugo para investigar um esquema de fraude fiscal no setor de plásticos em cidades do interior paulista, como Jundiaí, Itupeva e Sertãozinho. A apuração aponta prejuízo superior a R$ 2,5 bilhões com uso de empresas de fachada, notas frias e lavagem de dinheiro.