COLUNISTA

Militância de esquerda faz campanha agressiva; enquanto direita, tímida

Militância de esquerda faz campanha agressiva; enquanto direita, tímida
Feed, com as últimas postagens do PL Campinas na sexta-feira (16) Crédito: PL Campinas

Enquanto a esquerda de Campinas aposta em uma mobilização intensa e contínua nas redes e nas ruas, a direita local atua de maneira tímida e desarticulada nestes segundo turno das eleições. De um lado, militantes progressistas investem pesado em postagens diárias a fim de reforçar a campanha de Lula à reeleição.

Utilizam sobretudo stories dinâmicos, formato que lidera o engajamento digital, convocando para atos presenciais, como o de sábado (17), no Centro, e no domingo (18), no Campo Grande.

Em contraposição, a direita municipal limita-se a ações isoladas, sem atos próprios ou divulgação massiva. Vereadores concentram-se em replicar pautas nacionais e críticas ao atual governo, restringindo a atuação a stories pontuais e publicações antigas no feed. Nesta sexta-feira (16), a página oficial do PL Campinas, por exemplo, exibia como último post uma publicação de 21 agosto, pedindo votos para o 1º turno.


"Macunaíma Dorme"

A ausência de agendas locais ganha ainda mais peso quando comparada ao cenário da capital, onde o "Bloquinho do 22", encabeçado por Nikolas Ferreira na Avenida Paulista, demonstra empenho real em apoio a Flávio Bolsonaro.

Enquanto os progressistas ocupam Campinas com militância ativa e presença constante, a direita campineira deixa as ruas vazias e perde uma oportunidade decisiva de engajar diretamente o eleitorado ainda indeciso.