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Cassação de Vini é marcada por acusação de propina e socos

Cassação de Vini é marcada por acusação de propina e socos
Manifestantes exaltados no plenário da sessão de Julgamento Crédito: Vinicius Barbosa Alves/ Câmara Municipal de Campinas

A sessão da Câmara que cassou o mandato do vereador Vini Oliveira (Cidadania-SP) foi marcada por bate-boca, acusações de propina e confronto entre manifestantes dentro e fora do plenário. Por 23 votos a 5, o parlamentar perdeu o cargo por quebra de decoro.

O clima desandou logo no desfecho da votação, quando o político destituído discursou para atacar o relator do processo, vereador Otto Alejandro (PL-SP). Vini afirmou que o colega teria cobrado R$ 1 milhão para barrar o relatório final.

Sem apresentar qualquer prova ou documento que sustentasse a denúncia, acabou com o microfone cortado pelo presidente da Casa, Luiz Rossini (Republicanos-SP), que encerrou a fala do ex-parlamentar. Rossini declarou que qualquer acusação dessa gravidade deveria ter sido formalizada ao longo da tramitação do processo, e não após a perda do mandato.

Já Alejandro negou as acusações e afirmou que entende o ato como desespero. Disse ainda que Vini se perdeu pelo caminho e que o processará. 

Vias de fato

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Manifestantes exaltados no plenário da sessão de Julgamento Crédito: Vinicius Barbosa Alves/ Câmara Municipal de Campinas

A defesa de Vini alegou nulidades na tramitação, sustentando que teve o direito de resposta cerceado pela ausência de documentos. Do lado de fora, no saguão da Câmara, a tensão provocou tumulto e bate-boca generalizado entre os manifestantes presentes.

A Guarda Municipal precisou intervir para separar os grupos opostos que trocavam ofensas. A tensão culminou em agressões físicas entre dois homens na entrada do prédio do Legislativo.