Correio da Manhã
Campinas

Funcionário faz B.O. contra provedor do Irmãos Penteado por apropriação indébita

Funcionário faz B.O. contra provedor do Irmãos Penteado por apropriação indébita
Irmandade de Misericórdia abrange Irmãos Penteado e Santa Casa Crédito: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas

Um funcionário do Hospital Irmãos Penteado de Campinas registrou um boletim de ocorrência por apropriação indébita contra o provedor da Irmandade de Misericórdia Murillo De Almeida, responsável pelo hospital.

De acordo com o B.O. o trabalhador contratou um empréstimo consignado e as parcelas vinham sendo descontadas mensalmente do contracheque, mas, a quantia não era repassada à instituição financeira.

Ainda segundo o documento, a irregularidade foi descoberta quando o funcionário tentou fazer uma compra, mas teve o crédito recusado porque o nome dele constava nos cadastros de inadimplentes, devido ao não pagamento das mensalidades do empréstimo.

Na denúncia à Polícia Civil, o profissional sustenta que os valores descontados do salário foram apropriados indevidamente pelo hospital. O caso agora passa pela apreciação do delegado titular do distrito policial onde o B.O. foi registrado.

“Assim como eu, existem diversos funcionários que possuem empréstimo consignado, e, assim como o meu, as parcelas de todos vêm sendo descontadas, mas não são repassadas aos bancos no prazo, acarretando negativação no SPC- Serasa”, afirmou o funcionário ao Correio da Manhã.

O outro lado

A reportagem entrou em contato com o Hospital Irmãos Penteado e aguarda o posicionamento da instituição.

Imbróglio 

A Irmandade de Misericórdia, responsável pela administração da Santa Casa e do Hospital Irmãos Penteado, é investigada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por um suposto esquema de corrupção, envolvendo 'rachadinha' de recursos destinados por vereadores.  

Além disso, a eleição da nova diretoria foi suspensa pela Justiça após suspeitas de irregularidades, como possíveis fraudes e falta de transparência na lista de associados aptos a votar.

A atual direção permanece no comando por decisão liminar, mas com poderes limitados enquanto busca aprovar as contas da instituição. Um grupo de oposição, chamado Santa Causa, cobra acesso às informações financeiras e questiona a falta de transparência da gestão. Obteve o fim do sigilo de processos judiciais, que revelaram  um passivo de R$ 166 milhões até fevereiro.