Correio da Manhã
Campinas

Maternidade registra superlotação de 115% no pronto atendimento do SUS

Maternidade registra superlotação de 115% no pronto atendimento do SUS
O Hospital Maternidade de Campinas foi fundado em 1965 Crédito: Fasouzafreitas/Wikipedia

O Hospital Maternidade de Campinas informou nesta sexta-feira (19) que o Pronto Atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta um cenário de superlotação. Segundo a instituição, há pacientes internadas no próprio pronto atendimento aguardando a liberação de leitos de enfermaria.

Em nota, o hospital afirmou que todas as pacientes continuam recebendo assistência multiprofissional, incluindo atendimento médico e de enfermagem, administração de medicamentos, realização de exames e alimentação, conforme a necessidade clínica de cada caso.

A instituição informou a taxa de ocupação passou de 115% da capacidade. O local tem 118 leitos, mas atende 136 pacientes.

A superlotação da Maternidade ocorre em um momento de pressão sobre a rede hospitalar de Campinas. Na quinta-feira (18), o Pronto-Socorro Adulto do Hospital PUC-Campinas operava com ocupação de 370% acima da capacidade instalada. Um dia antes, o índice havia atingido 415%, o maior registrado pela unidade neste ano.

O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp também registrava ocupação de 370% na Unidade de Emergência Referenciada, enquanto os leitos de enfermaria e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) permaneciam com 100% de ocupação, com alta rotatividade de pacientes. Na Rede Mário Gatti, segundo a Prefeitura de Campinas, a taxa de ocupação dos leitos variava entre 95% e 100%.

Para ampliar a capacidade de atendimento na região, o Governo do Estado informou que está na fase final de formalização da contratação de até 100 novos leitos do SUS na Casa de Saúde – Hospital São Leopoldo Mandic. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, a instituição já foi credenciada para integrar a rede regional de atendimento e, após a conclusão dos trâmites administrativos, poderá iniciar a prestação dos serviços.

A Prefeitura de Campinas informou que acompanha diariamente a ocupação dos leitos por meio da Regulação Municipal e mantém reuniões com hospitais, Samu e a Regulação Estadual para discutir medidas voltadas à redução da pressão sobre a rede de urgência e emergência. A administração também atribui o aumento da demanda à queda das temperaturas, período em que cresce a incidência de doenças respiratórias, além de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Outro fator apontado pelo município é o atendimento de pacientes de outras cidades da região, que representam entre 20% e 25% dos atendimentos do SUS em Campinas.