A atuação da Câmara Municipal é alvo de críticas frequentes da população devido, entre outros, a projetos irrelevantes. Mas, entre tantas inutilidades, há ações que de fato representam o anseio popular, que a elegeu. A mais recente iniciativa do vereador Ailton da Farmácia (PSB-SP) ilustra esse tipo de postura louvável e necessária.
Resposta à crise
O parlamentar apresentou uma Moção de Apoio à Faculdade São Leopoldo Mandic e à Prefeitura para a formalização de um convênio voltado à ampliação de leitos SUS na Casa de Saúde, em modelo de porta aberta, sem necessidade de encaminhamento prévio. A proposta surge em momento crucial para o município.
Dando voz ao povo
"Campinas enfrenta hoje um colapso no atendimento público de saúde. Precisamos apoiar alternativas que ampliem os leitos e garantam atendimento direto à população que depende do SUS, sem burocracia e sem a necessidade de encaminhamentos", afirmou, refletindo a urgência das demandas sociais vindas das ruas.
De mal a pior
A moção foi protocolada após o Hospital da PUC-Campinas informar no último dia 26 a suspensão de novos encaminhamentos SUS ao Pronto-Socorro Adulto devido à superlotação. Segundo comunicado divulgado pelo hospital, a ocupação chegou a 390% acima da capacidade, evidenciando o colapso na saúde. Um mês antes, a unidade já havia colapsado em 360%.
Proposta pé no chão
No documento, Ailton destaca que a faculdade já protocolou proposta para assumir a operação SUS na Casa de Saúde, com o objetivo de ampliar a oferta de leitos no município. A iniciativa, entretanto, ainda não saiu do papel, mesmo com o atendimento municipal nas atuais condições.
Não precisa desenhar
A Prefeitura já possui histórico de contratação direta de leitos clínicos e de UTI junto à Casa de Saúde, mas, é preciso expandi-lo, pelos motivos óbvios. A medida, inclusive, beneficiaria diretamente moradores das regiões Sul e Sudoeste necessitados de atendimento hospitalar.