Três pedidos para investigar o vereador Vini Oliveira (Cidadania-SP) foram protocolados nesta quinta-feira (28) na Câmara de Campinas. Dois deles pedem a instauração de uma Comissão Processante para averiguar se Vini praticou improbidade administrativa (conduta ilegal de agentes públicos que se enriquecem causando prejuízo ao erário, sujeitando o infrator a penalidades como perda do cargo e suspensão de direitos políticos).
Ambos os pedidos dizem respeito ao vídeo divulgado na quarta-feira (27) pela Rede Record, em que Vini aparece saindo de uma empresa de transporte público com um malote suspeito. Questionam o motivo do parlamentar ter ido à companhia, participado de uma reunião na empresa e saído da viação com a mercadoria.
O primeiro pedido foi protocolado pela vereadora Mariana Conti (PSol-SP); e, o segundo, pelo ativista Adriano Vieira Novo. Já o terceiro foi protocolado por Aparecido José de Oliveira, que sustenta que Vini teria nomeado uma funcionária para atuar como assessora parlamentar, mas que a servidora não presta serviço no gabinete de número 5.
Os pedidos passam agora pela procuradoria jurídica da Casa, que vai analisar se eles estão em conformidade técnica. Se estiverem corretamente instruídos, terão que ser votados na primeira sessão subsequente aos protocolos, ou seja, na segunda-feira (1).
Mas, para que denúncias sejam aceitas e as investigações abertas, é preciso que a maioria simples dos vereadores no plenário vote a favor. Caso contrário, serão arquivadas.
Como Conti fez um dos pedidos, não poderá participar da votação específica para aprová-lo. No lugar da vereadora, será convocado a votar o suplente Paulo Bufalo.
O outro lado
O Correio da Manhã entrou em contato com o vereador para obter o posicionamento do parlamentar, mas até o fechamento desta reportagem, Vini Oliveira não respondeu ao jornal sobre as denúncias.
Na quarta-feira (27), ele informou pelas redes sociais que faria um pronunciamento às 12h desta quinta (28), mas não se pronunciou.
“Vou desmascarar mais uma vez o transporte que está tentando acabar com a minha vida, assim como fizeram com o Toninho. Foi armado pra acabar com a minha vida e assass*nar minha reputação. Deus vê tudo e sabe de tudo. A máfia do transporte não vai me derrubar", escreveu, evocando o ex-prefeito Antonio da Costa Santos (PT-SP), assassinado em 2001.
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