A notícia de que o vereador Edison Ribeiro (União Brasil-SP) e o filho dele, André Cristhiano Cayres Ribeiro, tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados pela Justiça não causou espanto nos corredores da Câmara. Para os parlamentares e servidores, o desfecho, na verdade, demorou a acontecer. Embora ninguém se prontifique a confirmar as suspeitas oficialmente, a opinião é unânime nos bastidores. A pergunta não era se iria acontecer, mas quando. O que se vê agora é apenas a formalização jurídica de algo que o ambiente legislativo já havia processado e digerido internamente como uma realidade inevitável, transformando o escândalo em uma crônica de um final anunciado.
CORREIO DE CAMPINAS | Investigação contra Ribeiro já era esperada por pares
Quebra dos sigilos bancário e fiscal do vereador e do filho dele pela Justiça não surpreendeu os corredores da Câmara
Investigação contra Ribeiro II
O impacto da investigação vai além do campo jurídico e atinge diretamente a credibilidade do Legislativo. Quando os próprios pares admitem, ainda que informalmente, que as irregularidades eram de conhecimento geral, questiona-se que tipo de representantes políticos são capazes de tamanha complacência.
Investigação contra Ribeiro III
Conforme a ação ajuizada pelo MP-SP, o caso de uso indevido de maquinário público será apurado conjuntamente com denúncias de "rachadinha", refletindo a gravidade da conduta imputada aos investigados, sugerindo uma gestão de gabinete pautada por desvio de finalidade. Enquanto Campinas aguarda os desdobramentos, a defesa não se manifesta publicamente sobre o mérito das acusações. Entretanto, o esclarecimento dos fatos, objetivo central destacado pelo juiz Claudio Campos da Silva, servirá para punir possíveis crimes.
Investigação contra Ribeiro IV
Embora o processo jurídico siga os ritos de ampla defesa e presunção de inocência, o impacto político na Câmara é imediato e carrega um peso de antiética que ultrapassa os autos do processo. Mesmo porque também há uma sensação unânime de que infelizmente tudo acabará em pizza, embora, parcos vereadores e funcionários públicos torçam pelo contrário.