Cirurgias eletivas seguem suspensas no Hospital PUC-Campinas em meio à superlotação da rede
As cirurgias eletivas no Hospital PUC-Campinas seguem suspensas por tempo indeterminado devido à superlotação no atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi mantida pela instituição diante da pressão sobre a rede hospitalar da cidade.
Segundo comunicado divulgado pelo hospital nesta quinta-feira, o pronto-socorro que atende pacientes do SUS opera com 310% de ocupação, muito acima da capacidade instalada. Atualmente, 36 pacientes estão acomodados em macas nos corredores, em razão da elevada demanda por atendimento.
Diante do cenário, o hospital informou que mantém medidas contingenciais, entre elas o cancelamento das cirurgias eletivas, até que haja estabilização do sistema de saúde local. A instituição também afirmou que, neste momento, não tem condições de receber novos casos encaminhados pelo SUS, e pediu que a Regulação Municipal avalie o redirecionamento de pacientes para outras unidades da rede estadual.
O hospital também solicitou apoio da imprensa para orientar a população a buscar, sempre que possível, outras unidades da rede pública de saúde.
A suspensão das cirurgias ocorre em meio a um cenário de forte pressão sobre os hospitais que atendem pelo SUS em Campinas. Levantamento recente aponta que o Hospital de Clínicas da Unicamp registra 394% de ocupação na Unidade de Emergência Referenciada (UER) adulto, enquanto unidades da Rede Mário Gatti operam com níveis de ocupação entre 93% e 100% dos leitos, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
O quadro se agravou após o fechamento temporário da UTI adulto do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti para novas internações, após a identificação de pacientes colonizados por uma bactéria multirresistente, conhecida como superbactéria. A medida faz parte do protocolo de controle de infecção hospitalar e busca evitar a disseminação do microrganismo.
Com a redução temporária da capacidade de atendimento e hospitais operando acima do limite, o sistema de saúde da cidade enfrenta um período de forte demanda e reorganização da rede assistencial.