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Embrapa indica melhores tipos de mandioca para o Acre

Resultados apontam materiais mais indicados para cada região acreana

Embrapa indica melhores tipos de mandioca para o Acre
A pesquisa integra o Mandiotec, do Projeto Integrado da Amazônia Crédito: Agência Brasil

A pesquisa da Embrapa Acre confirmou que variedades tradicionais de mandioca cultivadas por agricultores do estado apresentam bom desempenho quando plantadas nas regiões onde foram selecionadas.

Os resultados reforçam a importância da escolha de cultivares adaptadas às condições locais de solo e clima para ampliar a produtividade, reduzir riscos no cultivo e orientar o planejamento da produção agrícola.

O estudo comparou diferentes genótipos em experimentos realizados nas regionais do Baixo Acre e do Vale do Juruá. Foram avaliadas as cultivares Paxiubão, Pirarucu, Chico Anjo, Mansibraba, Caboquinha, Branquinha e BRS Ribeirinha. A análise considerou rendimento das raízes e teor de amido, características importantes para o aproveitamento da cultura e para a produção de farinha e derivados.

Em Rio Branco, as cultivares BRS Ribeirinha e Pirarucu registraram os maiores rendimentos entre os materiais avaliados em áreas sem correção e adubação do solo. Já em Mâncio Lima, Mansibraba apresentou melhor desempenho em áreas com baixa fertilidade. Após a correção do solo e a adubação, houve aumento na produção das variedades analisadas, principalmente da Branquinha e da BRS Ribeirinha.

Segundo a Embrapa, os resultados mostram que o desempenho das cultivares depende das condições ambientais de cada região. A instituição destaca que materiais desenvolvidos ou selecionados em determinado local tendem a responder melhor quando cultivados em ambientes semelhantes, fator que deve ser considerado antes da adoção de novas variedades pelos produtores.

Os pesquisadores também verificaram que diferentes etnovariedades podem apresentar elevado grau de parentesco genético, mesmo recebendo nomes distintos conforme a localidade. Por isso, a recomendação de novos materiais exige avaliações de campo e estudos específicos para identificar o comportamento de cada cultivar em diferentes ambientes.

A pesquisa integra o projeto Mandiotec, componente do Projeto Integrado da Amazônia, financiado pelo Fundo Amazônia e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em cooperação com o Ministério do Meio Ambiente.