Pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) continuam o monitoramento do peixe-leão no litoral de Alagoas. Na última semana, 2 exemplares de pequeno porte foram coletados no Pontal do Peba, em Piaçabuçu. Um foi capturado durante a pesca do camarão, com rede de arrasto de fundo. O outro estava em uma piscina natural, a 0,5 m de profundidade, em área usada por banhistas e turistas.
Parte dos animais foi encaminhada ao Laboratório de Ictiologia e Conservação (LIC) da Ufal em Penedo. A unidade reúne pesquisadores. Os estudos analisam alimentação, parasitas, microbiologia, contaminantes, reprodução e outros aspectos da espécie. O objetivo é orientar medidas de manejo.
O trabalho busca ampliar o conhecimento sobre a espécie e contribuir para ações de monitoramento e manejo. As equipes participam de reuniões técnicas, capacitações e atividades de comunicação.
Em Alagoas, registros do peixe-leão já foram feitos em diferentes pontos do litoral, incluindo recifes, naufrágios e fundos de lama. A espécie também foi encontrada em áreas de pesca, inclusive em capturas incidentais por redes usadas na pesca do camarão. Há registros em ambientes costeiros.
Originário do Indo-Pacífico, o peixe-leão chegou ao Atlântico por introduções ligadas ao comércio de aquarismo. No Brasil, há registros do Amapá ao extremo sul da Bahia.
A espécie pode se reproduzir durante todo o ano, tem crescimento rápido. Alimenta-se de peixes e crustáceos nativos e pode alterar comunidades marinhas. Também é peçonhenta, pois os espinhos das nadadeiras podem inocular veneno e causar dor.
A Ufal mantém parcerias para acompanhar o peixe-leão em outras regiões. Em Fernando de Noronha, há ações com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Projeto Conservação Recifal. Em Sergipe, o trabalho envolve a Universidade Federal de Sergipe (UFS), por meio do Projeto Martes. Na Bahia, participam o governo do estado, a Pró-Mar e a Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Pesquisadores orientam que, ao encontrar ou capturar um peixe-leão, a população não toque no animal nem tente capturá-lo sem treinamento e equipamentos adequados.
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