As matrícas de crianças de 0 a 3 anos em creches cresceram no Brasil e mantiveram tendência de expansão observada desde 2016, mas o atendimento continua abaixo da meta prevista pelo Plano Nacional de Educação (PNE). No Nordeste, assim como nas demais regiões do país, o acesso à educação infantil avançou, porém ainda não alcançou o percentual esperado para essa etapa do ensino.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, mostram que 43,3% das crianças de 0 a 3 anos frequentavam creches em 2025. O índice corresponde a cerca de 4,5 milhões de crianças e representa o maior percentual da série histórica iniciada em 2016. Naquele ano, a taxa era de 31,8%, o que significa aumento de 11,5 pontos percentuais, equivalente a crescimento de aproximadamente 36% no período. Em relação a 2024, a alta foi de 2,2 pontos percentuais.
Ao considerar todas as crianças de 0 a 5 anos, o país registrou 9,4 milhões de matrículas em escolas e creches em 2025. Na pré-escola, destinada às crianças de 4 e 5 anos, a taxa de atendimento chegou a 96,1%, o maior resultado da série histórica e próximo da universalização prevista para essa etapa da educação básica.
Apesar do avanço, nenhuma das cinco grandes regiões brasileiras atingiu a meta de atender 50% das crianças de até 3 anos, estabelecida pelo PNE que vigorou até o fim de 2025. O indicador mostra que o desafio permanece tanto no Nordeste quanto nas demais regiões, onde a ampliação da oferta de vagas continua sendo uma demanda para estados e municípios.
Embora a matrícula em creche não seja obrigatória, a legislação brasileira garante esse atendimento como um direito das crianças de 0 a 3 anos. Cabe ao poder público ofertar vagas conforme a demanda apresentada pelas famílias. O novo Plano Nacional de Educação, válido para o período de 2024 a 2034, ampliou a meta de atendimento para alcançar, no mínimo, 60% das crianças.
Para apoiar a expansão da educação infantil, o Ministério da Educação mantém o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil. A iniciativa prevê investimentos superiores a R$ 406 milhões em 2026 e 2027 para estados e municípios que aderirem ao programa.
Menu