Cultura DF

Que tal um samba de tardezinha?

Festival em Ceilândia leva sambistas do DF e de outras regiões para a roda, com muita gastronomia

Que tal um samba de tardezinha?

Por Mayariane Castro

O Festival Tardezinha do Samba será realizado neste sábado (12), no Espaço do Samba da Guariba, na Entrequadra 20/18 da Ceilândia Sul, com mais de 12 horas de programação gratuita.

O evento reúne grupos e intérpretes do samba, artistas do Distrito Federal, DJs, gastronomia e convidados de outras regiões do país. A programação também terá continuidade em escolas públicas entre 22 de setembro e 3 de outubro, com oficinas voltadas a estudantes.

Idealizado pelo cantor, compositor e produtor cultural Marcelo Café e realizado pela Lente Cultural, o festival chega à edição de 2026 com programação voltada à música, à cultura afro-brasileira, à ocupação cultural do espaço público e à formação cidadã. O projeto é financiado por meio de termo de fomento do Ministério da Cultura, com recursos de emenda parlamentar.

Entre as atrações previstas estão Alvorecer Mulheres na Roda, Já Chegou Quem Faltava, Samba da Guariba, SarauVá, Milsinho, Marcelo Café e Toninho Geraes. Também participam Tia Surica, Marina Iris e o Beco da Rainha. A programação inclui DJs e uma praça de alimentação com feijoada e doces.

Ruas encantadas

Com o tema "O Corpo Encantado das Ruas", a edição deste ano propõe utilizar o espaço público como local de convivência, expressão cultural e encontro. A organização relaciona a presença da música, dos artistas e do público nas ruas ao processo de ocupação cultural da cidade e à construção de vínculos entre os moradores.

O festival teve início em 2018 e completa oito anos de realização. Desde então, segundo a organização, a iniciativa tem como foco o samba e a cultura afro-brasileira, com participação de artistas da cena cultural do Distrito Federal e atividades direcionadas à comunidade de Ceilândia.

A presença do samba na programação está relacionada à trajetória da manifestação cultural no Brasil. O samba é reconhecido como patrimônio cultural brasileiro e reúne diferentes formas de expressão, comunidades, repertórios e práticas coletivas. Para o festival, a valorização do gênero também está ligada à história da população negra e às manifestações culturais desenvolvidas em diferentes territórios.

Cultura negra

Além do samba, a organização cita outras expressões da cultura negra presentes no Distrito Federal, como o Charme e o Hip Hop, além das manifestações relacionadas às religiões de matriz africana. A proposta é apresentar essas expressões em diferentes momentos da programação e relacioná-las à formação cultural e à ocupação dos espaços urbanos.

Para Marcelo Café, o festival é resultado de uma trajetória iniciada há oito anos e voltada principalmente à produção cultural de Ceilândia e do Distrito Federal. Segundo ele, a edição de 2026 busca trabalhar a ancestralidade e a economia criativa.