Cultura DF

Uma flor do Cerrado em cada escola

Projeto leva educação sobre o bioma de Brasília às escolas do Gama

Uma flor do Cerrado em cada escola
Projeto leva às escolas a importância ambiental do bioma Cerrado Crédito: ALICE LIRA

Seis escolas públicas do Gama recebem, de 11 a 18 de setembro, a segunda edição do projeto Viva o Cerrado Vivo. A iniciativa promove atividades de educação socioambiental com estudantes da rede pública do Distrito Federal e utiliza manifestações da cultura popular brasileira como parte da programação. As ações incluem palestras, apresentações musicais e esquetes de teatro popular de bonecos.

A programação começa nesta sexta-feira, 11 de setembro, Dia Nacional do Cerrado, na Escola Classe 18, no Setor Sul, às 10h30. Até 18 de setembro, o projeto também passará pelo CEF Tamanduá, pela Escola Classe 29, pela Escola Classe 21, pelo CEF Ponte Alta Norte e pela Escola Classe Córrego Barreiro. As atividades são destinadas à comunidade escolar e têm entrada gratuita.

Participam da programação os grupos Caco de Cuia e Mamulengo Fuzuê e a socioambientalista Iolanda Rocha, mestra em Desenvolvimento Sustentável. As apresentações artísticas e as palestras integram os conteúdos relacionados ao Cerrado e à educação socioambiental.

Iolanda Rocha participou das discussões para a criação da Lei Distrital nº 7.053/2022, que institui a Semana do Cerrado no calendário da rede pública de ensino do Distrito Federal. Durante o projeto, ela levará às escolas informações e conhecimentos relacionados ao bioma e à sua preservação.

Os grupos Caco de Cuia e Mamulengo Fuzuê utilizam diferentes manifestações da cultura popular na programação. O Caco de Cuia apresenta repertório de forró, enquanto o Mamulengo Fuzuê leva às escolas esquetes de teatro popular de bonecos. As atividades foram selecionadas para tratar dos temas socioambientais por meio de linguagens artísticas.

Viva o Cerrado Vivo

O Viva o Cerrado Vivo é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). A primeira edição ocorreu em 2025 e percorreu escolas públicas do Recanto das Emas, Riacho Fundo, Riacho Fundo II e Água Quente. Nesta segunda edição, o projeto concentra as ações no Gama.

A realização das atividades ocorre no período em que é celebrado o Dia Nacional do Cerrado. A data é dedicada à conscientização sobre a preservação do bioma, que ocupa cerca de 25% do território brasileiro, segundo dados apresentados pelo projeto.

O Cerrado é considerado uma das savanas com maior biodiversidade do planeta e concentra nascentes de importantes bacias hidrográficas brasileiras.

A preservação do bioma está relacionada à proteção da biodiversidade, do solo e dos recursos hídricos. O Cerrado também sofre impactos provocados por diferentes formas de ocupação e uso do território, entre elas atividades agropecuárias e a substituição da vegetação nativa.

Meio ambiente e sociedade

A relação entre meio ambiente, território e sociedade está entre os assuntos abordados nas atividades do Viva o Cerrado Vivo. Ao levar a programação para dentro das escolas, o projeto busca trabalhar os conteúdos socioambientais junto à comunidade escolar e estimular a discussão sobre a preservação do bioma.

O Cerrado ocupa aproximadamente um quarto do território brasileiro e está presente em diferentes regiões do país. A vegetação reúne formações que vão de campos a áreas com árvores e arbustos, além de diferentes tipos de ambientes associados aos cursos d’água. Essa variedade contribui para a existência de espécies de plantas e animais adaptadas às condições do bioma.

A importância do Cerrado também está relacionada à água. O bioma abriga nascentes e áreas de recarga de aquíferos que contribuem para a formação de rios de diferentes regiões brasileiras. Bacias hidrográficas como as dos rios São Francisco, Tocantins-Araguaia e Paraná possuem áreas de nascente no Cerrado. A conservação da vegetação nativa ajuda a proteger o solo, favorecer a infiltração da água e manter o funcionamento dos ecossistemas associados aos rios e nascentes.

A conservação do Cerrado envolve, portanto, não apenas a proteção de espécies, mas também a manutenção de nascentes, rios, solos e áreas de vegetação nativa. No Distrito Federal, onde o bioma está presente em grande parte do território, a discussão sobre sua preservação também se relaciona ao abastecimento de água, à ocupação urbana e rural e à conservação das áreas naturais.

A programação será encerrada em 18 de setembro, com duas atividades. Às 11h, o projeto estará no CEF Ponte Alta Norte, em Ponte Alta Norte. Às 15h30, a última apresentação será realizada na Escola Classe Córrego Barreiro, em Ponte Alta Sul.

Depois do percurso pelas seis escolas, a iniciativa prevê o lançamento de um minidocumentário sobre as ações realizadas durante a segunda edição. O material deverá ampliar o registro das atividades e contribuir para a continuidade do debate sobre educação socioambiental e preservação do Cerrado.