A atriz Regina Casé volta aos palcos com o espetáculo “VIVA! VIDA!”, que será apresentado nos dias 25, 26 e 27 de agosto no Jardim do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasília.
As sessões começam às 19h, têm classificação livre e entrada gratuita. Os ingressos serão disponibilizados ao meio-dia do dia anterior a cada apresentação. A capacidade informada pela produção é de mil lugares. A programação também consta na agenda oficial do CCBB Brasília.
Origem da vida
Escrito por Estêvão Ciavatta Pantoja, com colaborações dos cientistas Antônio Nobre e Fábio Scarano, além de Daniela Thomas e Regina Casé, o solo aborda temas relacionados à origem da vida, à formação do planeta, à ciência, ao meio ambiente, à espiritualidade e à tecnologia.
A direção é assinada por Daniela Thomas e Estêvão Ciavatta Pantoja. A proposta é conduzir a narrativa desde acontecimentos relacionados à formação da Terra até questões presentes na vida contemporânea, incluindo o uso de tecnologias de comunicação.
A montagem parte de uma perspectiva que relaciona diferentes campos de conhecimento. No decorrer da apresentação, assuntos ligados à astronomia, química, física e biologia são colocados em diálogo com referências à cultura, à espiritualidade e aos conhecimentos de povos indígenas. A narrativa também aproxima temas científicos de situações do cotidiano, estabelecendo uma passagem entre fenômenos que ocorreram há bilhões de anos e hábitos da sociedade conectada.
Segundo Regina Casé, o processo de criação começou a partir de conversas com Estêvão Ciavatta Pantoja e os pesquisadores Antônio Nobre e Fábio Scarano. As discussões, inicialmente informais, foram registradas e posteriormente utilizadas na construção do roteiro. A atriz relata que suas perguntas e comentários passaram a integrar o processo de escrita.
Volta a parceria
A volta ao teatro também marca a retomada da parceria profissional entre Regina Casé e Estêvão Ciavatta Pantoja. Os dois já haviam trabalhado juntos em projetos anteriores. Daniela Thomas, que participa da direção e assina a cenografia, também passou a integrar o processo de elaboração do texto.
A cenografia utiliza painéis de LED desenvolvidos pelo estúdio Radiográfico. As imagens acompanham a atuação e fazem parte da composição visual da montagem. O projeto procura utilizar o espaço cênico para estabelecer relações entre os diferentes períodos e assuntos abordados no texto.
A trilha sonora é de Amaro Freitas. O músico trabalha na composição a partir de referências do jazz e de ritmos nordestinos e afroculturais. O figurino de Regina Casé é assinado por Cláudia Kopke. A equipe técnica inclui ainda Verônica Rodrigues, responsável pelo visagismo, Beto Bruel, pela iluminação, e o Estúdio Radiográfico, pela identidade visual. A produção executiva é de Cristina Leite, com direção de produção de Alessandra Reis.
Histórias compartilhadas
A montagem tem como um dos eixos a relação entre os seres vivos e a origem comum da vida na Terra. O espetáculo apresenta a ideia de que as formas de vida existentes no planeta compartilham uma história evolutiva iniciada nos primeiros organismos que surgiram nos mares primitivos. A partir desse ponto, o texto relaciona a história do planeta com questões atuais sobre o modo como os seres humanos vivem e se relacionam com o ambiente.
A dramaturgia também estabelece conexões entre escalas distintas. A narrativa parte de fenômenos cósmicos e passa pela formação da matéria, pelo desenvolvimento da vida e pela experiência humana. Em outro momento, chega às relações mediadas por celulares e aplicativos de mensagens. Dessa forma, o espetáculo alterna referências científicas, situações cotidianas e reflexões sobre o lugar dos seres humanos no planeta.
“VIVA! VIDA!” é um solo, com Regina Casé como única integrante do elenco. A montagem tem como proposta utilizar a atuação para organizar os diferentes temas apresentados ao público. A estrutura combina texto, projeções, música, iluminação e figurino para acompanhar as mudanças de assunto ao longo da apresentação.
O retorno de Regina Casé ao teatro ocorre após trabalhos em televisão e cinema. Na televisão, a atriz esteve à frente de programas como “Esquenta!”, “Central da Periferia” e “Muvuca”. No cinema, participou de filmes como “Eu, Tu, Eles”, “Que Horas Ela Volta?” e “Três Verões”. Sua trajetória também inclui trabalhos como diretora e roteirista.
O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e conta com patrocínio do Banco do Brasil por meio da Lei Rouanet. A temporada em Brasília integra a circulação da montagem, que também passou pelo Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, onde foi apresentada entre julho e agosto de 2026. Na capital federal, a apresentação ocorre em uma estrutura montada no jardim do CCBB.
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