Correio da Manhã
Cultura DF

Açaí com pequi: festival aproxima Amazônia e Cerrado

Evento gratuito no Sesc Ceilândia reúne shows, exposição e oficinas

Açaí com pequi: festival aproxima Amazônia e Cerrado
Festival une culturas da Amazônia e do Cerrado em Ceilândia Crédito: Divulgação

Brasília recebe, entre os dias 2 e 6 de junho, a etapa brasiliense do Festival dos Povos da Floresta, evento voltado à difusão da produção artística e cultural da Amazônia contemporânea. A programação será realizada no Sesc Ceilândia, com entrada gratuita, reunindo apresentações musicais, exposição de artes visuais, oficinas e atividades culturais que promovem o intercâmbio entre artistas da região Norte e o Distrito Federal.

Idealizado pela Rioterra – Centro de Inovação da Amazônia, o festival busca ampliar a circulação de produções culturais amazônicas em outras regiões do país e estimular o diálogo entre diferentes territórios e tradições culturais. O evento é apresentado pela Petrobras, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal.

A programação musical será realizada nos dias 5 e 6 de junho e reúne artistas indígenas, afro-amazônicos e representantes da música produzida na região Norte. A curadoria é assinada por Sandro Santarém. Participam músicos e grupos do Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará, Amapá, Maranhão, Mato Grosso e Distrito Federal.

Entre os nomes confirmados estão Márcia Siqueira e Djuena Tikuna, do Amazonas; Naieme, do Pará; Patrícia Moraes, de Rondônia; além de Ellen Oléria e Marcelo Jeneci. Segundo a organização, os shows foram organizados para promover encontros entre diferentes estilos musicais e experiências culturais ligadas aos povos da floresta.

No dia 5 de junho, a programação será intitulada “O canto das origens”. A noite contará com apresentações de Djuena Tikuna, Terra Indígena Zoro e Rio Branco, Patrícia Moraes e Emília Monteiro, Os Originários Originais, Éric Terena, Ian Wapichana, Brisa Flow e Ellen Oléria. Já no dia 6 de junho, sob o tema “Os rios se encontram”, sobem ao palco Euterpe, Gabriê e Raidol, Naieme e Márcia Siqueira, Jeff Moraes e Pretogonista, além de Marcelo Jeneci.

Povos da Floresta

O festival também contará com a Exposição dos Povos da Floresta, aberta ao público nos dias 5 e 6 de junho, no Teatro Newton Rossi, localizado no Sesc Ceilândia. A mostra reúne trabalhos de artistas amazônicos que abordam temas relacionados à ancestralidade, território, memória e identidade.

A curadoria da exposição é assinada por Rosely Nakagawa. Entre os artistas participantes estão Bototo, com a série “Fósseis”, produzida em acrílico sobre tecido; Will Arehj, com as fotografias “Anciã Preparando Macaloba” e “Cacique tomando Macaloba”; Wauto_am Oro Waram, com a série “Guardião da Mãe Natureza: Terra Indígena Uru Eu Wau Wau”; e Paula Sampaio, autora das fotografias “Lago do esquecimento” e “Antônios e Cândidas têm Sonhos de Sorte e Nós”.

A visitação da exposição terá início às 17h nos dois dias de programação. Segundo a organização, a proposta é aproximar o público de narrativas visuais ligadas aos territórios amazônicos e às experiências de comunidades tradicionais e urbanas da região.

Oficinas

Além das apresentações artísticas, o festival promoverá oficinas gratuitas voltadas à formação audiovisual. No dia 2 de junho, será realizada a oficina de fotografia que busca valorizar o bioma do cerrado como ponto focal do trabalho. No dia 3, ocorre a oficina de audiovisual. Ambas acontecem no Sesc Ceilândia, das 13h às 18h. As atividades formativas têm como foco a produção de conteúdo e o acesso a ferramentas audiovisuais. A proposta é incentivar a criação de narrativas relacionadas à cultura, ao território e à comunicação.

De acordo com os organizadores, o Festival dos Povos da Floresta foi criado para fortalecer a presença da produção artística amazônica em circuitos culturais nacionais e ampliar a visibilidade de artistas ligados aos povos da floresta. A iniciativa também busca promover encontros entre comunidades tradicionais, artistas urbanos e diferentes linguagens culturais. A etapa realizada em Brasília leva ao centro político do país artistas e produções ligadas à Amazônia contemporânea, em uma programação construída a partir de manifestações culturais, musicais e visuais de diferentes territórios da região Norte.