O candidato ao Governo do Distrito Federal, Ricardo Cappelli (PSB), disse que o Banco de Brasília (BRB) não conseguirá resistir à posse do próximo governador, marcada para o dia 6 de janeiro. A declaração foi dada nesta terça-feira (8), durante sabatina do Correio da Manhã.
Cappelli citou ainda a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, no final de agosto, para que o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) mantenha por mais 90 dias o contrato que garante ao Banco de Brasília (BRB) a administração de recursos vinculados a processos em curso no Judiciário baiano. “O que eles fizeram agora foi uma manobra inédita na história do Brasil. O GDF entrou com um pedido no Supremo, e o ministro Fux, deu uma decisão inédita na história do Brasil. Na minha opinião, essa decisão colocou em xeque todo o sistema financeiro nacional.”
O contrato de cinco anos entre a Corte da Bahia e o BRB terminou no dia 27 de agosto. Entretanto, uma cláusula do contrato permitia a renovação excepcional por mais doze meses. Diante da crise de liquidez enfrentada pelo BRB devido às operações com o extinto banco Master de Daniel Vorcaro, o TJBA firmou um contrato emergencial de um ano com a Caixa Econômica Federal, enquanto optava por outro banco.
Na determinação, Fux destacou que a transferência imediata dos depósitos para a Caixa poderia provocar impacto “grave, imediato e substancial” ao BRB. “A cessação da vigência contratual e a incontinenti migração da custódia dos valores do BRB à Caixa Econômica Federal parece provável um impacto grave, imediato e substancial à instituição financeira sucedida”, afirmou o ministro.
O Governo do Distrito Federal (GDF), acionista majoritário do BRB, informou, na ação, que o BRB recebe, por mês, cerca de R$394 milhões em depósitos. E que existe “risco operacional” em uma substituição do BRB por outro banco.
Cappelli citou ainda que o GDF está empurrando a crise para o banco quebrar depois das eleições. “Eles estão só protelando para o banco ser liquidado ou privatizado depois da eleição. Se, eventualmente, chegar ao dia 6 de janeiro.”
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