Campo Grande (MS) registrou taxa de desocupação de 3,1% no segundo trimestre de 2026, o que representa uma queda de 1,2 ponto percentual em um ano. O resultado deixou a capital de Mato Grosso do Sul na terceira posição entre as capitais brasileiras com menor índice.
No período, o número de pessoas desocupadas caiu de cerca de 22 mil para 16 mil, redução de 27,3%.
A taxa de subutilização da força de trabalho também recuou. O indicador, que reúne pessoas que poderiam ampliar sua participação no mercado, passou de 8,2% no segundo trimestre de 2025 para 5,1% neste ano.
Em números absolutos, o grupo diminuiu de 43 mil para 26 mil pessoas.
Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) mostram que Campo Grande ampliou o número de empregos com carteira assinada. Entre janeiro e agosto, foram 101,4 mil admissões e 97,6 mil desligamentos, com saldo positivo de 3,7 mil vagas.
O setor de serviços respondeu pela maior parcela desse resultado, com 2,6 mil novos postos. A construção civil abriu 1,3 mil vagas.
Também houve saldo positivo na agropecuária, com 251 empregos, e na indústria, com 181. O comércio teve resultado negativo, com saldo de 634 postos a menos.
Com o desempenho, a capital chegou a 236,9 mil vínculos formais ativos em agosto. O total é 23,36% superior ao registrado em dezembro de 2019, antes da pandemia, o que representa 44,8 mil empregos formais a mais.
Entre os setores, os serviços mantêm a maior quantidade de vínculos, com 125,9 mil postos ativos. O comércio aparece em seguida, com 59,8 mil. A construção civil e os serviços também estão entre as áreas que mais ampliaram a participação no emprego formal ao longo de 2026.
Os números apontam, ao mesmo tempo, para a redução da parcela de pessoas sem ocupação e para o aumento dos vínculos formais.
O movimento ocorre enquanto serviços e construção civil concentram parte relevante da abertura de postos em Campo Grande.
Segundo a prefeitura, a redução do número de pessoas sem trabalho e a criação de vagas com carteira assinada reforçam a mudança registrada no mercado de trabalho da capital em 2026 e ampliam o emprego formal local.
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