Centro-Oeste

BRB nega ter pedido extensão do prazo para entregar balanço

BRB disse que mantém diálogo técnico e transparente com o Banco Central (BC)

BRB nega ter pedido extensão do prazo para entregar balanço
Banco enfrenta crise de liquidez após operações com Banco Master Crédito: Divulgação BRB

O Banco de Brasília (BRB) negou que tenha solicitado a ampliação do prazo para entrega do balanço financeiro da instituição junto ao Banco Central (BC). A informação foi publicada pelo portal Vero Notícias. O presidente do BRB, Nelson de Souza, participou de uma reunião com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na segunda-feira (27).

A pauta da reunião incluiu a tentativa do BRB de destravar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O empréstimo bilionário servirá para capitalizar o caixa do Banco.

O Banco de Brasília enfrenta uma grave crise de liquidez após as operações com o banco Master, de Daniel Vorcaro. Segundo o presidente do BRB, Nelson de Souza, pelo menos R$ 8,8 bilhões da carteira de créditos do Master compradas pelo banco correspondem a títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação.

Os demonstrativos financeiros estão pendentes desde o ano passado. Em nota ao Correio da Manhã, o Banco de Brasília informou que "nenhuma solicitação de extensão de prazo para entrega das suas demonstrações financeiras foi realizada junto ao Banco Central. A instituição mantém diálogo permanente, técnico e transparente com o regulador, prestando todas as informações requeridas no âmbito da supervisão prudencial, em conformidade com as normas aplicáveis."

Em andamento

Em relação à capitalização da instituição, o BRB destacou que "as tratativas relacionadas à operação de empréstimo junto ao FGC seguem em andamento, conforme previsão no acordo homologado pelo STF."

SEM AVAL DA UNIÃO

No final de maio, o BRB fechou o acordo de R$6,6 bilhões junto ao FGC, que foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O acordo terá garantia de fiança oferecida por sindicato de bancos e contragarantia oferecida pelas verbas do Distrito Federal do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), sem que haja aval da União. Os repasses do FPE e do FPM são transferências constitucionais feitas pela União a estados, municípios e ao DF.