Oito pessoas morreram por meningite no Distrito Federal neste ano, segundo dados da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). Até este momento, a capital registrou 59 casos da doença, ante 65 notificações no mesmo período do ano passado.
O maior número de mortes está concentrado em idosos de 60 anos ou mais, que somam quatro óbitos. Também foram registradas duas mortes entre adultos de 35 a 59 anos, uma entre crianças de 1 a 4 anos e outra na faixa etária de 10 a 19 anos. Segundo a pasta, em relação ao cenário epidemiológico, não houve aumento no número total de casos de meningite bacteriana no DF.
Conforme o Ministério da Saúde, a meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem e protegem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas e, em alguns casos, evolui rapidamente para óbito. A doença também pode ocorrer por condições não infecciosas, como doenças inflamatórias, traumas ou reações a medicamentos.
A meningite é considerada uma doença endêmica no Brasil, com casos ao longo de todo o ano. Segundo a pasta, as meningites bacterianas e virais são as de maior importância para saúde pública, ocorrendo em maior número de casos, e as crianças são as mais afetadas pela doença, por isso a Secretaria de Saúde reforça que a vacina é fundamental para garantir a proteção contra a doença.
Alerta
Os sintomas da meningite variam de acordo com o agente causador da doença, no entanto, alguns sinais são comuns. Os sintomas mais frequentes incluem febre, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz.
Em bebês e crianças pequenas, os sinais podem ser irritabilidade extrema, choro persistente, recusa para mamar, sonolência excessiva, vômitos e moleira estufada/inchada (fontanela abaulada).
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece sete vacinas para a proteção contra a meningite: a BCG, a meningocócica C (conjugada), meningocócica ACWY (conjugada), a pneumocócica 10-valente, pneumocócica 13-valente (Conjugada), a pneumocócica 23-valente (Polissacarídica) e a pneumo 20, incorporada recentemente pelo Ministério da Saúde, que substituirá gradativamente as versões anteriores (Pneumo 10 e Pneumo 13).
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