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CORREIO CENTRO-OESTE

Goiás supera mil novos negócios com alto capital social em 2026

Estado registrou forte avanço na formalização de empresas entre janeiro e maio, com quase R$ 3,5 bilhões em aportes iniciais

Goiás supera mil novos negócios com alto capital social em 2026
Estado soma 1,3 milhão de empreendimentos ativos em 2026 Crédito: Divulgação/Agência Goiás

Entre janeiro e maio, Goiás registrou 1.001 novos negócios com capital social acima de R$ 500 mil. Juntas, essas empresas somaram quase R$ 3,5 bilhões em investimento bruto inicial, segundo dados da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg).

O montante corresponde a mais de 74% de todo o volume aplicado na criação de novos CNPJs fora do regime de Microempreendedor Individual (MEI) no período. A marca supera mil registros com esse perfil.

O levantamento mostra ainda que os aportes relacionados à constituição de empreendimentos de todos os portes já se aproximam de R$ 9 bilhões em 2026.

O resultado reúne desde registros de empresas individuais até companhias maiores, indicando o crescimento da movimentação econômica ligada à formalização.

Somente em maio, foram abertas 16,4 mil unidades empresariais. Desse total, 12,7 mil foram enquadradas como microempreendedores individuais.

Com as novas inscrições, Goiás alcançou 1,3 milhão de organizações ativas. A capital concentra a maior parte. Goiânia reúne 30,8% das empresas em funcionamento. Em seguida aparecem Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde e Valparaíso de Goiás entre as cidades com mais estabelecimentos ativos.

Os dados de maio também apontam mudanças no desempenho de alguns municípios. Valparaíso e Senador Canedo alternaram posições entre as localidades com maior quantidade de novas formalizações.

Entre os microempreendedores individuais (MEI), Senador Canedo contabilizou 396 aberturas. Já no grupo de empresas fora do regime MEI, Valparaíso registrou 75 novos cadastros, enquanto Senador Canedo teve 61.

De acordo com a Juceg, a expansão dos registros ocorre em diferentes regiões e envolve tanto iniciativas de pequeno porte quanto negócios com maior capacidade de investimento.

Entre os ramos com mais registros em maio estão serviços combinados de escritório e apoio administrativo, promoção de vendas, consultoria em gestão empresarial, preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo, além de treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial.

Outro indicador é o prazo necessário para formalizar um negócio. Informações da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) apontam que o tempo médio para abertura de uma empresa em Goiás é de 22 horas. No país, a média para a conclusão do mesmo processo é de 1 dia e 10 horas. A diferença coloca o estado entre os que apresentam menor prazo para a formalização de atividades.