A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) afirmou na segunda-feira (28) que não há risco de desabastecimento de diesel S-10 no Brasil em outubro. Segundo o governo, as importações necessárias para complementar a oferta do combustível já estão confirmadas.
A informação foi divulgada durante uma entrevista coletiva realizada na sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em Brasília. O encontro tratou das ações de fiscalização adotadas pelo governo para assegurar que os subsídios destinados aos combustíveis sejam efetivamente refletidos nos preços pagos pelos consumidores.
De acordo com o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Renato Dutra, a programação de compras externas permite garantir o volume necessário para atender à demanda nacional no próximo mês.
Para outubro, a estimativa apresentada pela ANP aponta uma demanda de 3.950 m³ de diesel S-10. A oferta prevista chega a 3.978 m³. Desse total, 1.126 m³ já estão confirmados por meio de importações.
A manifestação da agência ocorre após preocupações de agentes do setor sobre a possibilidade de falta do combustível no mercado brasileiro.
Diesel S-10 acumula alta de mais de 20%
Apesar da garantia de abastecimento, o diesel S-10 registra forte aumento de preço desde o início do conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.
Dados da ANP mostram que o preço médio de revenda do combustível no Brasil passou de R$ 6,09 para R$ 7,33 por litro entre 28 de fevereiro, data apontada como início da guerra, e a última sexta-feira. A alta acumulada no período foi de 20,36%.
O preço chegou a atingir R$ 7,57 por litro após o início do conflito. Na avaliação apresentada pelo governo, a aplicação de subsídios federais contribuiu para conter parte da pressão sobre os preços e permitiu uma redução posterior em relação ao pico registrado.
Guerra aumenta pressão sobre o mercado de petróleo
O cenário internacional também tem influenciado o mercado de combustíveis. Um dos principais fatores de preocupação é a possibilidade de fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas utilizadas no transporte de petróleo e outras mercadorias.
Antes do início do conflito, o barril do petróleo Brent, referência para as cotações internacionais, era negociado próximo dos US$ 70. Com o agravamento das tensões no Oriente Médio, a cotação chegou a superar os US$ 120.
Na tarde de segunda-feira (28), por volta das 14h20, o Brent era negociado a US$ 97,24, com queda de 0,21% em 24 horas.
Mesmo diante da pressão provocada pelo cenário internacional, a ANP sustenta que o volume disponível e as importações já contratadas são suficientes para atender à demanda brasileira de diesel S-10 em outubro.
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