O relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, determinou nesta segunda-feira (14) o levantamento do sigilo sobre a rede de pagamentos feitos pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão atende a um pedido do presidente do STF, Edson Fachin, e não se estende a pessoas investigadas que detêm foro privilegiado.
Os documentos tornados públicos mostram que a Polícia Federal (PF) solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a disponibilização de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) das pessoas investigadas.
O pedido foi atendido parcialmente, uma vez que a análise dos documentos pelo Coaf apontou pagamentos a pessoas com prerrogativa de foro privilegiado. Para enviar esses dados, o conselho precisaria de autorização expressa do STF.
A PF chegou a solicitar essa autorização a Mendonça, mas o material liberado pelo ministro não revelou o posicionamento do relator.
Na lista de pagamentos informada pelo Coaf, a PF destacou a movimentação de mais de R$ 57 milhões da Igreja Batista da Lagoinha entre 2024 e 2025. A instituição foi alvo de apuração na CPMI do INSS e de suspeitas de desvio de emendas parlamentares. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, pastor na instituição transferiu mais de R$19 milhões à igreja no período analisado pela Coaf.
O levantamento do sigilo desse processo foi pedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no domingo (13). O ministro argumentou que a liberação de todas as petições envolvendo o caso Master é importante para embasar o voto dos magistrados no julgamento de terça-feira (15), no qual será analisada eventual abertura de investigação contra Moraes por causa das mensagens trocadas com Vorcaro.
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