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Moraes acusa Mendonça de selecionar documentos ao liberar sigilos

Em ofício a Fachin, ministro pede julgamento conjunto de procedimentos sobre troca de acusações envolvendo André Mendonça

Moraes acusa Mendonça de selecionar documentos ao liberar sigilos
Moraes acusa Mendonça de selecionar documentos por conveniência Crédito: Rosinei Coutinho/STF

Em ofício enviado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o ministro Alexandre de Moraes acusou o colega, André Mendonça, de “seletividade” na liberação de sigilos sobre 15 documentos do Caso Master, enviados à Presidência do STF após determinação de Fachin. No ofício, Moraes cobra o levantamento do sigilo da íntegra das investigações e o julgamento conjunto dos dois procedimentos abertos após a troca de acusações entre os dois ministros.

“Ao cumprir parcialmente a decisão de Vossa Excelência [Fachin], o Ministro André Mendonça, diretamente interessado no julgamento de ambas as PETs 16.704 e 16.662, selecionou subjetivamente o levantamento do sigilo, tornando público somente o que entendeu conveniente. Houve o levantamento do sigilo de 15 (quinze) procedimentos, o que não corresponde à totalidade dos procedimentos contidos ou relacionados à PET 15.556”, argumentou Moraes.

De acordo com o ministro, o julgamento, em separado, dos procedimentos que apuram as conversas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro e as acusações de Moraes a Mendonça por supostos crimes de improbidade administrativa, de responsabilidade e de abuso de autoridade com o direcionamento das investigações do Caso Master, poderia prejudiciar a análise do caso como um todo.

“O julgamento fracionado das PETs 16.704 e 16.662, cuja relação de conexão e continência foi reconhecida em decisão de Vossa Excelência, somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos de cada PET deverão ser entregues aos Ministros julgadores, com a supressão de 180 (cento e oitenta) documentos, obstaculiza gravemente a análise probatória”, disse o ministro.