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Moraes vota para tornar Bacellar e TH Joias réus por colaboração com o CV

Moraes é relator de ação que acusa Rodrigo Bacellar, TH Joias e o desembargador Macário Júdice Neto de vazar informações sobre ação contra o CV

Moraes vota para tornar Bacellar e TH Joias réus por colaboração com o CV
Moraes votou pelo recebimento da denúncia da PGR contra Bacellar, TH Joias e o desembargador Júdice Neto Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou nesta sexta-feira (14) a favor do recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os ex-deputados Rodrigo Bacellar e TH Joias e contra o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto pelo vazamento de informações sobre a Operação Zargun, da Polícia Federal (PF), contra o Comando Vermelho (CV). Os três estão presos. 

A denúncia inclui a esposa de TH Joias, Jéssica de Oliveira Santos, e Thárcio Nascimento Salgado, suspeito de lavagem de dinheiro do tráfico. De acordo com a PGR, o vazamento de informações aconteceu entre os dias 2 e 3 de setembro de 2025 e permitiu que TH Joias tirasse objetos de sua residência antes da ação da PF, deflagrada no dia 3.

Relator do inquérito na Primeira Turma do STF, Moraes apresentou o voto condutor que deverá ser analisado pelos ministros do colegiado. O voto precisa ser acompanhado pela maioria dos cinco integrantes da turma para que os denunciados se tornem réus.

Segundo a denúncia, o desembargador Júdice Neto repassou a um amigo, o ex-deputado Rodrigo Bacellar, informações sigilosas sobre a preparação da ação. Bacellar teria revelado detalhes da operação a TH Joias, um dos principais alvos da investigação envolvendo o CV.

Além da denúncia por obstrução de investigação de organização criminosa armada, o desembargador Macário Ramos Júdice Neto é acusado de violação de sigilo funcional, e Thárcio Nascimento Salgado, de favorecimento pessoal.

Em nota, a defesa de Bacellar disse ter recebido “com surpresa” a denúncia da PGR, “baseada em ilações e narrativas repetidamente refutadas por meio de extensa prova documental”. “A acusação se traduz numa infrutífera tentativa de esconder arbitrariedades da Polícia Federal, já que NADA foi apurado que pudesse relacioná-lo aos fatos”, disse a defesa.

Os advogados de Júdice Neto disseram “lamentar que toda a narrativa desenvolvida pela acusação seja fruto de ilações e conjecturas que não se sustentam diante da lógica mais elementar e dos elementos concretamente reunidos ao longo da investigação”.