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Dino autoriza abertura de nova investigação contra Lulinha

Terceiro inquérito aberto a pedido da PF vai apurar suposto envolvimento em grupo que teria mantido negócios ilícitos com setores do governo

Dino autoriza abertura de nova investigação contra Lulinha
Flávio Dino autorizou abertura de novo inquérito contra Lulinha Crédito: Luiz Silveira/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino autorizou a abertura do terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. A investigação da Polícia Federal (PF) vai apurar a suspeita de participação de Lulinha em negócios ilícitos envolvendo setores do governo federal. O empresário é alvo de outras duas investigações por suposto tráfico de influência e corrupção.

A decisão de Dino também determinou a apuração de vazamentos de informações sigilosas relacionados à rede que atuava junto a órgãos federais para favorecer contratos com empresas de pessoas investigadas.

A PF investiga se Lulinha negociava acesso de empresas a órgãos do governo federal em troca de pagamentos. O primeiro inquérito investiga se o empresário atuou a favor de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, junto ao Ministério da Saúde para regulamentação e venda de produtos à base de canabidiol para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Na segunda investigação, Lulinha é apontado por ter supostamente favorecido um empresário em negociação com o Dataprev.

Para a defesa de Lulinha, a abertura do terceiro inquérito não foi surpresa. Os advogados do empresário avaliam que a investigação vai ajudar a esclarecer pontos sobre as atividades pessoais e profissionais do filho do presidente.

A defesa critica ainda o que classifica como vazamentos "seletivos e criminosos" de informações da investigação com interesses político-eleitorais. A defesa de Lulinha pretende acionar o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) contra a PF alegando a prática de “pesca probatória”.

“Estão fazendo uma espécie de ‘melhor de 3’. Uma piada. ‘Não achei nada aqui e vou procurar ali’. Isso fragiliza as instituições, traz insegurança para o processo eleitoral, é uma contaminação inequívoca e vou pedir explicações”, disse o advogado Marco Aurélio de Carvalho.