Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a Polícia Federal (PF) cumpriu nesta terça-feira (21) um mandado de busca e apreensão contra Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
O mandado, expedido no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga descontos associativos indevidos em pensões e benefícios da Previdência Social, teve como alvos os carros de luxo do lobista.
Em nota, a PF afirmou que o objetivo das apreensões é “descapitalizar o investigado apontado como um dos principais atores do esquema criminoso”.
De acordo com a PF, foram apreendidos um Audi R8 5.2 V10 avaliado entre R$ 700 mil e R$ 2 milhões, uma BMW M5 com valor estimado entre R$ 250 mil e R$ 750 mil, e um Chevrolet Opala Diplomata que pode chegar a valer entre R$ 49 mil e R$ 100 mil.
Em março, também por ordem de Mendonça, a PF já havia apreendido carros e motos do Careca do INSS avaliados em R$ 6,6 milhões. A defesa do lobista afirmou, em comunicado, que já havia informado ao STF sobre a existência de veículos que não haviam sido apreendidos.
Indiciamentos
Na semana passada, a Polícia Federal concluiu o relatório da Operação Sem Desconto com o indiciamento de 48 pessoas, entre elas, Antônio Carlos Camilo, o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral do órgão, Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de benefícios da autarquia, André Fidelis. Eles estão presos preventivamente desde 2025.
O documento deverá ser enviado pelo ministro André Mendonça à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverá decidir se apresenta denúncia contra os investigados, se arquiva o caso ou se pede novas diligências à PF.
Nota da defesa
“A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes informa que comunicou nos autos, em outubro de 2025, a existência de veículos que não haviam sido apreendidos apesar da ordem judicial. Na ocasião, de modo a afastar qualquer alegação de dilapidação ou ocultação patrimonial, indicou a localização dos bens e colocou-se à disposição para a sua retirada. Desde então, a defesa reiterou a informação em diversas oportunidades, mantendo os veículos permanentemente à disposição da autoridade policial para apreensão.”
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