A Polícia Federal (PF) investiga o suposto pagamento de uma “mesada” pelo bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, a políticos do Rio de Janeiro citados em uma lista encontrada em 2022. Nesta quinta-feira (2), o contraventor, apontado como chefe da chamada “Máfia do Cigarro”, foi alvo da 5ª fase da Operação Unha e Carne, iniciada em 2021.
De acordo com as investigações, Adilsinho, preso desde fevereiro deste ano, fazia pagamentos regulares a pelo menos 25 políticos, inclusive para financiamento de campanhas eleitorais. Nenhum dos políticos relacionados teve a identidade divulgada.
Depois da operação desta quinta-feira, a PF confirmou “a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais”.
“As listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou a corporação.
Na operação nesta quinta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decretou as prisões de Adilsinho, do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que também já estava preso, e do pastor e empresário do ramo do tabaco Márcio Poncio.
O pastor foi detido em sua residência na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele foi encaminhado à Superintendência da PF e transferido em seguida para o presídio de Bangu 8. A expectativa é de que o empresário seja conduzido a uma penitenciária federal nos próximos dias.
A decisão de Moraes incluiu ainda o sequestro de R$ 22 milhões em bens e valores dos acusados.
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