A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (2) a Operação Check-in para aprofundar uma investigação sobre supostas irregularidades em contratos firmados entre a Prefeitura do Recife e uma empresa responsável pela terceirização de mão de obra. A ação conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). Conforme a coluna de Paulo Cappelli informou, a investigação trata da execução de um Termo de Cooperação Técnica (TCT) firmado entre a Secretaria de Educação do Recife e o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife.
Os investigadores apuram indícios de corrupção, fraudes em processos licitatórios, desvio de recursos públicos e possível lavagem de dinheiro envolvendo contratos executados em 2020. De acordo com a Polícia Federal, a apuração identificou sinais de que um agente público municipal teria recebido vantagens indevidas relacionadas aos acordos sob análise.
Valores podem ultrapassar os R$ 25 milhões
As investigações tiveram origem a partir de elementos encontrados durante a Operação Firenze. Entre os materiais analisados estavam documentos que levaram os investigadores a rastrear movimentações financeiras e relações entre agentes públicos e representantes da empresa contratada.
Os contratos investigados movimentaram aproximadamente R$ 25,8 milhões em 2020. Segundo a PF, cerca de R$ 17 milhões desse valor tiveram origem em recursos federais transferidos para a execução dos serviços.
A análise dos investigadores também aponta que a empresa mantinha vínculo contratual com a administração municipal em períodos anteriores ao investigado. Por esse motivo, a força-tarefa trabalha com a hipótese de que os prejuízos aos cofres públicos possam superar os valores inicialmente identificados.
Mandados cumpridos em Pernambuco
Para avançar na coleta de provas, a Polícia Federal mobilizou 32 agentes e dois auditores da CGU para o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão. As diligências ocorrem nos municípios de Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco.
Os fatos investigados podem resultar na responsabilização dos envolvidos por corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro. A Operação Check-in busca esclarecer a extensão das supostas irregularidades e identificar todos os beneficiários do esquema investigado.
Menu