Nacional

Investimento melhor em saúde pode evitar 739 mil mortes

Estudo aponta medidas de prevenção para evitar mortes prematuras

Investimento melhor em saúde pode evitar 739 mil mortes
Diagnóstico aconteceu em evento sobre saúde como investimento Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Aumentar os investimentos em saúde de forma direcionada pode prevenir 739 mil mortes prematuras no Brasil, além de incrementar o Produto Interno Bruto em mais de R$1 trilhão, até 2050. É o que mostra o recorte nacional da pesquisa A saúde das nações: saúde mais forte, economias mais fortes, realizada pelo McKinsey Health Institute's.

De acordo com o diretor de dados de Saúde do instituto, Brad Herbig, não basta o aumento das cifras: também é preciso destinar os recursos para ações comprovadamente eficazes e custo-efetivas, ou seja, cujo investimento entrega o melhor resultado pelo menor custo necessário.

"É crucial olhar para as evidências científicas e garantir que elas ocupem lugar central nos espaços onde as decisões são tomadas. E também usar essas evidências para comunicar quais ações são necessárias", complementou Herbig.

O estudo foi apresentado nesta terça-feira (6), durante um encontro de jornalistas da América Latina promovido pela farmacêutica Roche, em San José, capital da Costa Rica. O tema central do evento é saúde como investimento. Esta também é uma mensagem central do relatório do McKinsey Health Institute's.

"Os investimentos nas saúde das pessoas não são gastos, eles também são bons para o crescimento do país, para a melhora da competitividade econômica e afetam muitos outros aspectos", destacou.

Para chegar a essa conclusão, o instituto analisou o impacto de cerca de 300 intervenções de saúde, baseadas em evidências científicas e comprovadamente custo-efetivas.

Essas medidas atacam 90 doenças e 27 fatores de risco, que correspondem a 85% dos problemas de saúde que mais atingem a população mundial. O conjunto abrange ações de prevenção em nível populacional e individual e também tratamentos.

São exemplos da primeira categoria, a taxação extra de itens prejudiciais, como cigarro e álcool, para desestimular seu consumo, e a proteção dos trabalhadores contra a exposição a poluentes nas fábricas.

Já na segunda categoria, se encaixam medidas como a vacinação com altas coberturas e a realização de exames preventivos em pelo menos 75% do público-alvo.