Como transformar o conhecimento produzido pela Ciência da Felicidade em práticas capazes de impactar pessoas, organizações e a sociedade? Essa foi uma das questões discutidas na segunda edição do Congresso Felicidar - Felicidade Aplicada na Real, realizado nos dias 26 e 27 de setembro, no Rio de Janeiro. O encontro reuniu especialistas de diferentes cidades do Brasil para discutir felicidade em áreas como saúde física e mental, trabalho, educação, direitos humanos e qualidade de vida.
"O evento busca aproximar a produção científica das necessidades concretas da sociedade e mostrar como esse conhecimento pode ser transformado em práticas inclusivas e responsáveis", explica Andrea Perez, especialista em Psicologia Positiva, Head do Instituto Felicidade Agora é Ciência (IFAC) e presidente do Congresso Felicidar,
Andrea explica ainda que a Ciência da Felicidade é um campo interdisciplinar que reúne pesquisas de áreas como Psicologia, Neurociência, Economia, Direito e Sociologia para investigar fatores relacionados à construção de uma vida mais satisfatória e significativa, em dimensões não apenas individuais, mas acima de tudo coletiva.
A relação entre felicidade, saúde mental e trabalho também esteve entre os assuntos abordados no evento. A discussão também se relaciona às mudanças recentes na regulamentação de saúde e segurança do trabalho e à inclusão dos fatores de risco psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais previsto pela NR-1. Nesse contexto, o debate apresentado no Felicidar buscou ampliar a compreensão sobre o papel das organizações na promoção de ambientes de trabalho mais saudáveis.
"Falar de felicidade no trabalho é falar de cultura, liderança, gestão de pessoas e condições concretas de trabalho. Não se trata de colocar a responsabilidade pela felicidade exclusivamente no indivíduo, mas de compreender também o papel das organizações na construção de ambientes mais saudáveis e humanos", afirma.
Dados oficiais do INSS analisados pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) mostram que os afastamentos relacionados a transtornos mentais passaram de 219.850, em 2023, para 393.670 até novembro de 2025.
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