Charlie Kirk

Juiz manda a julgamento acusado de matar o influenciador Charlie Kirk

Decisão pode abrir caminho para pena de morte

Juiz manda a julgamento acusado de matar o influenciador Charlie Kirk
Influenciador Charlie Kirk foi assassinado em setembro de 2025 Crédito: Gage Skidmore via Wikimedia Commons

Um juiz de Utah, nos Estados Unidos, decidiu na terça (1º) que o homem acusado de matar Charlie Kirk irá a julgamento, deixando o caminho aberto para que os promotores do caso peçam a pena de morte, quase um ano após o ataque a tiros, realizado em 10 de setembro de 2025.

O juiz Tony Graf analisou as provas e considerou que há uma justa causa para que Tyler Robinson, de 23 anos, seja acusado pelo assassinato de uma das figuras mais relevantes da direita dos Estados Unidos.

Os advogados de defesa haviam argumentado que o ataque não atendia aos critérios de uma acusação que busque a pena de morte. Uma audiência ainda será realizada após a decisão sobre a existência de causa provável, e Robinson ainda não apresentou sua declaração de culpa ou inocência.

Os promotores da acusação afirmaram que o ex-aprendiz de eletricista disparou o tiro que acertou o pescoço de Kirk, 31, enquanto o conservador debatia com estudantes na Universidade Utah Valley. O ativista recebeu os primeiros socorros e passou por cirurgia em um hospital, mas não resistiu. Sua morte, registrada em um vídeo de celular que circulou nas redes sociais, faz parte de uma série de ataques contra figuras políticas americanas nos últimos anos, que intensificaram o debate sobre a violência política em meio à polarização do país.

Entre os presentes no tribunal lotado estavam os pais de Kirk, Robert e Kathryn, e sua esposa, Erika Kirk, que assumiu a liderança da organização conservadora voltada à juventude fundada pelo ativista. A sessão ocorre após uma audiência preliminar realizada em julho, na qual uma testemunha afirmou que imagens do dia do ataque mostravam Robinson em posição para atirar no momento em que Kirk foi baleado. Os promotores também apresentaram resultados de exames que, segundo eles, identificaram o DNA de Robinson no fuzil usado no crime.

Durante a audiência, o juiz Graf analisou o que os promotores apresentaram como provas "contundentes", incluindo os resultados de exames que supostamente mostram o DNA de Robinson na arma. Os advogados de Robinson argumentam que as provas são baseadas em "especulações", afirmando que a polícia não investigou indícios de que outra pessoa possa ter cometido o crime.

Robinson é acusado de homicídio qualificado - passível de pena de morte -, visto que o júri acredita que ele colocou em risco outras pessoas. "Você não pode dar um tiro de fuzil no meio de uma multidão de mais de três mil pessoas sem considerar que está criando um risco de morte para todos em volta. É questão de bom senso", disse o promotor de Utah, Ryan McBride.

A defesa do acusado argumenta que o ataque não deve ser avaliado como passível à pena capital, pois o atirador atingiu o "alvo pretendido". Segundo a advogada de Robinson, Staci Visser, "não há evidência" que outras pessoas estavam sob ameaça. Os promotores também afirmam que Robinson escolheu Kirk como alvo por causa de suas posições políticas.

Kirk era contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e Robinson se relacionava com seu colega de quarto - a quem teria confessado culpa. Esse argumento pode fortalecer a acusação em tentar obter pena de morte, mesmo que a defesa diga que não há provas contra Robinson sobre política.