Trump diz estar revisando posição dos EUA sobre soberania das Malvinas
02 de setembro de 202600:03Redação
Donald Trump pode retirar o país da neutralidade sobre MalvinasCrédito: Molly Riley/The White House
O presidente Donald Trump disse na segunda (31) que não descarta revisar a posição de neutralidade de seu país em relação à soberania das Ilhas Malvinas. Os EUA reconhecem que o Reino Unido administra de fato o arquipélago, mas não se pronunciam estritamente sobre a sua soberania, reivindicada pela Argentina, hoje governada pelo seu principal aliado político na América do Sul, Javier Milei.
O governo Trump estaria disposto a revisar essa posição, a fim de pressionar o Reino Unido a aumentar seus gastos militares, indicou na semana passada o jornal britânico Daily Telegraph.
"Sempre reviso cada posição, essa é apenas uma de muitas", disse Trump na Casa Branca, ao ser questionado por jornalistas sobre o assunto.
Trump diz que Reino Unido tem problemas
Recuperar a soberania sobre as Malvinas é um desejo de Javier MileiCrédito: Reprodução/PL YouTube
Indagado se gostaria que o governo do novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, aumentasse seus compromissos de gastos atuais, Trump disse que "o Reino Unido tem alguns problemas, mas eles serão resolvidos". Em abril, quando surgiram os primeiros rumores após o vazamento de um email, o Departamento de Estado americano disse que sua posição sobre as ilhas continuava neutra. Mas a revisão do Pentágono, que busca fazer com que os aliados dos EUA alcancem um objetivo de gastos com defesa de 5%, colocaria isso em xeque.
Kingsley Wilson repete discurso de Trump
Questionado pela Reuters sobre o email na ocasião, o secretário de Imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, repetiu o que Trump vinha afirmando. "Apesar de tudo o que os EUA fizeram por nossos aliados da Otan, eles não estiveram presentes para nós. O Departamento de Guerra garantirá que o presidente tenha opções viáveis para assegurar que nossos aliados deixem de ser apenas figuras decorativas e passem a fazer a sua parte. Não temos mais comentários a fazer sobre quaisquer deliberações internas a esse respeito", disse.
Tensão entre países continua em alta
O contexto não era apenas de pressão pelo aumento de gastos militares, mas também de insatisfação do republicano com aliados ocidentais que não se juntaram a Washington na guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro. Inicialmente, Londres, ainda sob Keir Starmer, vetou o uso de bases militares britânicas pelos EUA no conflito, mas depois mudou de posição. Quatro décadas após a guerra, a tensão entre Reino Unido e Argentina segue alta.
Buscas seguem no Nepal
Equipes de resgate do Nepal intensificaram na segunda (31) as buscas para alcançar centenas de trabalhadores presos em túneis de projetos hidrelétricos atingidos pela enchente no Himalaia na semana passada. Socorristas da China e da Índia foram mobilizados para ajudar na operação. Ao menos 933 trabalhadores estão presos nos túneis.
4.7 mil desaparecidos
Ainda não há informações sobre quantos deles estariam vivos. O desastre, atribuído ao colapso de uma geleira, matou ao menos 939 pessoas e deixou 4.793 desaparecidas. Do total de mortos, 923 foram registrados no Nepal, e 16 do lado chinês, segundo a imprensa estatal. A Cruz Vermelha estima que mais de 90 mil pessoas foram afetadas pelo desastre.
Rasuwa e Nuwakot
O foco dos trabalhos concentra-se nos distritos nepaleses de Rasuwa e Nuwakot, os mais atingidos, onde 11 projetos hidrelétricos foram bloqueados. Em uma grande escavação aberta para tentar encontrar um espaço que permitisse a entrada em um dos túneis, militares e socorristas usam lanternas para vasculhar os destroços.
Explosões controladas
O Exército nepalês informou que as equipes de busca utilizavam explosões controladas e escavadeiras para retirar água e lama e chegar às pessoas presas. Três corpos foram recuperados depois que as equipes entraram em dois túneis.
Outras áreas continuavam soterradas pela lama e eram vasculhadas.
Decomposição avançada
"Uma grande quantidade de detritos foi depositada, e isso está representando um grande desafio para abrirmos os túneis", disse à agência Reuters o porta-voz do Exército do Nepal, Raja Ram Basnet. "Nosso principal foco é abrir os túneis". O calor úmido nas planícies acelera a decomposição dos corpos, forçando o sepultamento de vítimas ainda não identificadas.
Desastre natural
O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, classificou o episódio como um "desastre natural sem precedentes e devastador" e ressaltou a dificuldade de mensurar o impacto total dos danos. A tragédia expõe a vulnerabilidade do modelo de desenvolvimento nepalês. Desde a virada do século, o país vive um boom na construção de hidrelétricas.
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