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EUA firmam 'acordo' para controlar reservas de petróleo da Venezuela

EUA firmam 'acordo' para controlar reservas de petróleo da Venezuela
Presidente interina, Delcy Rodríguez entregou as reservas para os EUA Crédito: Assessoria de Imprensa da Presidência da Venezuela

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na sexta (28) que o país firmou um acordo petrolífero com a Venezuela. Na plataforma Truth Social, o republicano escreveu que o pacto garante o controle majoritário dos EUA sobre mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, sem nenhum custo para o contribuinte americano". Ele disse que os termos foram acordados pelo secretário de Estado, Marco Rubio e pelo secretário de Defesa, Pete Hegset, "trabalhando em estreita colaboração com a respeitadíssima presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez". Trump disse que o acordo mais do que dobraria as reservas de petróleo dos Estados Unidos. As reservas venezuelanas têm valores trilionários. Os EUA se comprometeram a investir US$ 100 bilhões na Venezuela ampliarem a estrutura para extrair e levar o petróleo para os Estados Unidos.

 

Nicolás Maduro aparece em novas fotos

Nicolás Maduro aparece em novas fotos
Perfil de Nicolás Maduro compartilhou fotos dele preso nos EUA Crédito: Divulgação

O perfil de Nicolás Maduro publicou neste domingo (30) duas fotografias do ditador deposto da Venezuela na prisão, nos EUA. As imagens foram acompanhadas de uma mensagem atribuída a Maduro, com diversas referências religiosas, na qual ele se dirige a familiares e apoiadores.

Nas fotos, com data de 25 de junho, Maduro aparece sorridente, de óculos, com o cabelo grisalho e vestindo um uniforme prisional de moletom cinza. Ele está detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York.

Maduro diz que fotografias são presentes

Maduro aguarda julgamento sob acusação de narcoterrorismo e tráfico de drogas. Em uma das imagens, ele faz um gesto de "V" com as duas mãos. Na outra, em um enquadramento da cintura para cima, faz o gesto com uma das mãos e segura os óculos com a outra. Também é possível ver um relógio no pulso. O texto que acompanha as fotos chama as fotografias de "pequeno presente de amor e de esperança". "Envio estas fotos como um pequeno presente a todos os meus netos e netas, aos meninos e meninas e a toda a gente nobre que nos ama", diz o texto.

Aceno aos apoiadores e menção a Deus

Na mensagem, também há agradecimentos a correligionários e menções a orações, bênçãos e Deus. "Quero que saibam que estamos firmes, com o coração cheio do amor de vocês, esse amor que nos chega convertido em oração, em ação permanente, em solidariedade e em apoio verdadeiro". O fim do texto cita um trecho bíblico e faz um aceno aos apoiadores na Venezuela.

Por Carlos Villela (Folhapress)

Mortes no Nepal

O número de mortos no deslizamento de terra na fronteira entre o Nepal e a China chegou a 768 neste domingo (30), segundo autoridades locais. Mais de 3.000 pessoas continuam desaparecidas, enquanto equipes de emergência trabalham para encontrar vítimas quatro dias após a tragédia, apesar das interrupções nas buscas provocadas pelo mau tempo.

Camada espessa de lama

Foram recuperados 752 corpos no Nepal, onde ao menos 2.502 pessoas estão desaparecidas. Outros 16 corpos foram encontrados no Tibete, e 546 continuam desaparecidos. As vítimas foram encontradas sob uma espessa camada de lama e entre os escombros de edifícios, estradas, pontes e instalações arrasadas pelas enchentes do dia 26.

Mau tempo atrapalha

As operações de resgate foram suspensas várias vezes desde sexta-feira (28) por causa do mau tempo e do receio de que um lago formado pelo desastre pudesse provocar novas inundações, depois de começar a transbordar para os rios Lhende Khola e Trishuli, no Nepal. A polícia local no Nepal explicou o caso à Reuters.

Mudanças climáticas

Elas disseram que moradores e equipes de resgate haviam se deslocado para áreas mais elevadas após a subida do nível do rio Trishuli entre sábado (29) e domingo. Embora a causa exata do colapso ainda não esteja clara, o ministro das Relações Exteriores do Nepal alertou para a ameaça crescente representada pelas mudanças climáticas no Himalaia.

Enterrando corpos

Autoridades nepalesas começaram a enterrar alguns das centenas de corpos recuperados após a catástrofe. "Ficamos sem outra opção e tivemos que tomar essa medida. Nossa preocupação era o risco à saúde pública causado pela rápida decomposição dos corpos", disse Ganesh Arya, chefe da administração distrital de Bharatpur, em Chitwan.

DNA coletado

Ao menos 96 corpos não identificados foram enterrados na floresta de Devghat, em Chitwan, no sábado (29) e planejavam sepultar mais de 100 no domingo. Antes do sepultamento, equipes médicas coletaram amostras de DNA de cada corpo e registraram a localização para que as famílias possam identificá-los e exumá-los para realizar os ritos funerários.