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Sem detalhes, 'Dia D econômico' de Trump contra Irã fica "na ameaça"

Sem detalhes, 'Dia D econômico' de Trump contra Irã fica "na ameaça"
Secretário do Tesouro dos EUA diz que Trump conversa com países Crédito: Daniel Torok/ Casa Branca

Os EUA anunciaram na segunda (24) a ampliação das sanções contra o Irã numa tentativa de atingir as principais fontes de renda do país. Washington, porém, não adotou de imediato as medidas mais severas e, em vez disso, deu um ultimato a outros países: interromper relações comerciais com a República Islâmica ou correr o risco de também serem excluídos do sistema financeiro baseado no dólar. Chamada pelo governo Trump de "Dia D econômico", a operação deverá ampliar as sanções contra setores essenciais à economia do país persa, como ativos digitais, tecnologia, aviação e transporte marítimo. O anúncio foi feito pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, que não especificou, contudo, as medidas nem os prazos para elas. Ele também não forneceu detalhes sobre quais países ou empresas podem ser atingidos.

 

Guerra que 'duraria semanas' tem quase seis meses

Guerra que 'duraria semanas' tem quase seis meses
Scott Bessent fala em 'período de cura' antes de anunciar sanções Crédito: US Department of Treasury

"O Tesouro mapeou todo o nó, todo o facilitador e toda a rede que o Irã tem usado para contrabandear petróleo e evadir sanções", afirmou Bessent. "Ninguém deveria testar nossa determinação". Diferentemente do Dia D da Segunda Guerra Mundial, a operação econômica não foi secreta, mas amplamente antecipada por Donald Trump na última quarta (19). E, ao menos por enquanto, é mais uma ameaça do que uma operação de guerra. A iniciativa tenta marcar um ponto de inflexão em um conflito que já se arrasta há quase seis meses.

Falta clareza para possíveis rivais no anúncio

"Por que eu iria querer explodir o sistema financeiro global?", disse Bessent, ao tentar explicar por que o anúncio não veio acompanhado de sanções imediatas. "Acreditamos que é importante nos alinharmos e darmos um período de cura para as pessoas, mas elas precisam saber que isso vai ser rápido e que estamos falando sério". Ainda não está claro se os principais alvos das sanções e de outras medidas serão aliados dos EUA que mantêm relações comerciais com Teerã ou rivais geopolíticos mais próximos do regime iraniano.

Sanções por negociações de diversos setores

Bessent afirmou que Trump está em contato com uma série de países, que não nomeou, e que haverá resultados concretos a apresentar, mas não deu detalhes. O decreto divulgado pelo Tesouro americano aponta os principais setores iranianos que serão afetados por sanções, entre eles aviação, digitais, ouro, transporte marítimo e tecnologia, além da indústria petroquímica.

Por Guilherme Botacini (Folhapress)

Avião dos EUA na Rússia

Um avião de transporte militar Boeing C-17 Globmaster 3 pousou na manhã desta terça-feira (25) em Moscou, atiçando a curiosidade de jornalistas e comentaristas acerca da razão do misterioso voo. As principais especulações são acerca de uma missão diplomática sobre a Guerra da Ucrânia ou de troca de prisioneiros.

1ª vez em quatro anos

O gigante quadrimotor, esteio da frota de logística da Força Aérea dos Estados Unidos, não entrava em espaço aéreo russo desde que Vladimir Putin invadiu a Ucrânia, em 2022. Ele voou com seu sistema de localização ligado. O C-17 havia deixado a Base Conjunta Andrews, usada pela cúpula política dos EUA perto de Washington, rumo a Riga.

Missão Diplomática?

O trajeto e o momento político sugerem que uma missão diplomática relativa à guerra poderia estar embarcada na aeronave, buscando algum despiste. Seu perfil operacional, contudo, favorece alguma operação de troca de prisioneiros. No dia 11, Moscou soltou o ex-fuzileiro Robert Gilman, que ficou preso mais de quatro anos acusado de agredir um policial.

Vaticano em ação

Na terça, um enviado do Vaticano reuniu-se com o chanceler Serguei Lavrov em Moscou. O arcebispo Paul Richard Gallagher disse que a Igreja Católica pode servir de mediadora e que defende o diálogo para o fim do conflito. Na véspera, Volodimir Zelenski disse que havia a possibilidade de os rivais discutirem uma trégua ao transporte de grãos pelo mar Negro.

Fim da guerra à vista?

Nesta terça, o ucraniano afirmou que há "uma janela de possibilidade" para mediação dos EUA no conflito, que ele estima durar até o verão de 2027, ou seja, o meio do ano que vem no Hemisfério Norte.

O presidente ucraniano voltou a dizer que passou aos americanos uma série de sugestões de acomodação.

Zona Livre

Ele voltou a falar sobre a criação de uma zona livre a ser administrada por um "terceiro ator" em Donetsk, região estratégica no leste da Ucrânia, da qual a Ucrânia tem cerca de 15% de controle territorial. Também citou a presença de uma força de paz internacional, liderada pela Otan.

Por Igor Gielow (Folhapress)