Trump anuncia saída da porta‑voz da Casa Branca, Karoline Leavitt
13 de agosto de 202600:03Redação
Presidente afirma que secretária ficará no posto até o fim do mêsCrédito: Gage Skidmore from Surprise via Wikimedia Commons
Uma das defensoras mais fervorosas de Donald Trump, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, vai deixar o cargo.
Mulher mais jovem a ocupar o posto, aos 27 anos, ela participou também do primeiro mandato do atual presidente dos Estados Unidos e chefiou a área de imprensa da campanha dele em 2024.
O anúncio foi feito por Trump na Truth Social. Na publicação, ele a definiu como uma de suas "assessoras de maior confiança" e "uma das melhores secretárias de Imprensa da Casa Branca na história do cargo". O republicano afirmou que ela deixará o posto no fim deste mês para "passar mais tempo com seus lindos filhos pequenos e sua família". "Uma decisão que compreendo e respeito", escreveu ele.
Leavitt quer se dedicar mais à família
Karoline contava com prestígio de Trump e confrontou a imprensaCrédito: Molly Riley/ Casa Branca
"Karoline agora será uma das minhas principais assessoras externas e uma voz influente dentro do Partido Republicano enquanto trabalhamos para desafiar a história e vencer de forma conclusiva as eleições de meio de mandato", acrescentou Donald Trump.
Não está claro como se deu o processo de saída de Karoline nem de quem partiu a iniciativa.
Desde que Trump voltou à Presidência, ela ocupou a ponta mais exposta da gestão.
Ajudou a emplacar a narrativa das Fake News
Conhecida por confrontar jornalistas e por caracterizar a imprensa como propagadora de fake news, já afirmou que o atual presidente "fez com que conservadores e republicanos se tornassem 'cool' [legais] novamente". Trump ficou satisfeito com seu desempenho e a considerou uma voz confiável para defendê-lo na televisão. Depois de trabalhar na Casa Branca como secretária de Imprensa assistente e no Escritório de Correspondência Presidencial durante o primeiro mandato de Trump, Leavitt concorreu ao Congresso em New Hampshire em 2022, mas não teve sucesso.
Terceira mulher a sair do governo Trump em 2026
Ela também foi porta-voz da deputada por Nova York Elise Stefanik, do Partido Republicano, uma aliada próxima de Trump que foi escolhida para ser sua embaixadora nas Nações Unidas.
Leavitt se torna a terceira mulher em cargo de confiança do governo Trump a sair neste ano.
Por Isabella Menon (Folhapress)
Doutrina Monroe
O Departamento de Estado americano, responsável pela diplomacia dos Estados Unidos, publicou na terça (11) um vídeo defendendo a Doutrina Monroe, princípio político que estabelece a hegemonia de Washington nas Américas. A doutrina foi utilizada por Trump para justificar a invasão da Venezuela que terminou com a captura do ditador Nicolás Maduro.
Embaixador americano
No vídeo, o embaixador americano no Panamá, Kevin Marino Cabrera, detalha o surgimento da doutrina em 1823, quando Washington decide apoiar formalmente a independência de muitos países latino-americanos da Espanha e do Brasil de Portugal. O governo americano prometia manter as Américas livres da influência europeia.
Imigração massiva
Entretanto, como a Marinha dos EUA não tinha força para fazer valer a doutrina, tratou-se de uma declaração simbólica nas suas primeiras décadas de existência. Isso mudou na segunda metade do século 19, quando os EUA registraram um grande crescimento econômico proporcionado pela industrialização, imigração massiva e expansão para o oeste.
Defesa do imperialismo
Ao longo de cinco minutos, Cabrera defende o histórico imperialista dos EUA na América Latina, relembrando a guerra contra a Espanha que levou à independência de Cuba, que, por sua vez, passou a fazer parte da esfera de influência de Washington. Cabrera é cubano-americano de segunda geração, nascido na Flórida.
Fala de Donald Trump
A peça foi postada no X pelo Departamento de Estado com a frase "o domínio americano no Hemisfério Ocidental jamais será questionado novamente". Trata-se de uma fala feita por Trump em seu primeiro pronunciamento após a captura de Maduro, em janeiro de 2026. O ditador deposto era próximo da Rússia e da China.
Imprecisões históricas
O vídeo, porém, contém imprecisões históricas e omissões importantes. Cabrera diz, por exemplo, que foi graças aos EUA que a França foi expulsa do México depois de tentar instalar uma monarquia no país latino, liderada por Maximiliano de Habsburgo, irmão mais novo do imperador da Áustria, que foram derrotados pelo presidente do México, Benito Juárez.
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