Magyar avança no expurgo da era Orbán com presidente na Hungria
12 de agosto de 202600:03Redação
Parlamento húngaro elege ex-juiz da Suprema Corte András BakaCrédito: Szilárd Koszticsák/MTI
Destituído por Viktor Orbán do Supremo Tribunal da Hungria em 2011, o jurista András Baka foi eleito presidente do país nesta terça-feira (11), em Budapeste, dias após ser indicado ao cargo pelo primeiro-ministro, Péter Magyar. Devolver à esfera pública uma das primeiras vozes que se levantou, na década passada, contra a "democracia iliberal" do antecessor, eufemismo para autocracia, é um gesto significativo para Magyar. Desde que tomou posse, em maio, após vitória expressiva nas urnas, o premiê não tem economizado no expurgo que promove nos diversos estamentos do poder na Hungria. Magyar já derrubou transmissões da TV pública, instrumentalizada pelo antecessor, limitou mandatos de parlamentares e baixou a idade de aposentadoria de juízes, entre outros atos, apoiado pela maioria constitucional que obteve nas urnas com seu partido, Tisza.
Ritmo é criticado pela Anistia Internacional
Viktor Orbán passou 16 anos sofrendo sanções da União EuropeiaCrédito: Philippe BUISSIN/ União Europeia
O ritmo das mudanças é criticado não só pelo Fidesz, legenda de Orbán, mas também por entidades como a Anistia Internacional, que temem que os ritos democráticos, como processos de consulta e regimentos, estejam sendo ignorados pelo caminho. Nesta terça, o Fidesz ignorou a eleição de Baka, no Parlamento, alegando que Tamás Sulyok, o presidente anterior, foi destituído de maneira "arbitrária e ilegítima". Logo que assumiu o poder, Magyar pediu a renúncia de Sulyok, afirmando que o então chefe de Estado era um "fantoche" de Orbán.
Determinaram um mandato‑tampão
Sulyok recusou, e o Parlamento elaborou e votou às pressas uma emenda que forçava sua saída e determinava um mandato-tampão até a confecção de uma nova Constituição. Promessa de campanha de Magyar, o texto conterá a previsão de eleições presidenciais diretas. Baka, 73, foi destituído do cargo de presidente da Kúria, o Supremo Tribunal do país, em 2011, após criticar as reformas judiciais do então governo de Orbán. Com a ascensão do Fidesz ao poder, em 2010, o projeto de reformulação das estruturas do Estado húngaro começou pelo Poder Judiciário.
Mais de 15 anos sofrendo sanções
A Hungria chegou a ser repreendida pelo Tribunal Europeu de Direitos Humanos, mas sem efeito prático. Orbán passou 16 anos no poder convivendo com sanções da União Europeia. Em discurso no Parlamento, logo após a posse, Baka afirmou que, durante o mandato de Orban, "um único partido tomou conta do Estado", e os poderes não estavam separados.
Por José Henrique Mariante (Folhapress)
224 mortos na Colômbia
O número de mortos devido ao terremoto que atingiu a Colômbia nesta segunda (10) subiu para 224 nesta terça-feira (11). O novo balanço foi divulgado pelo governo do presidente Abelardo de la Espriella. A contagem anterior contabilizava 132 mortos. Grande parte das mortes se concentra na região metropolitana de Pereira; Cali também sofreu graves danos.
Apoio vindo dos EUA
Equipes de resgate trabalharam durante toda a madrugada e seguem buscando por sobreviventes entre os escombros dos prédios nesta terça.
Os Estados Unidos, cujo governo de Donald Trump é aliado de Espriella, ofereceram uma ajuda de US$ 15,5 milhões (cerca de R$ 80 milhões) para lidar com a emergência.
Brasil pode auxiliar
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia pôs à disposição seu serviço de satélite Copernicus para as operações de resgate. Israel, México, Chile, Argentina e El Salvador também ofereceram ajuda. Em nota nesta segunda, o presidente Lula afirmou que o Brasil pode auxiliar o vizinho, sem dar detalhes.
Papa se manifesta
O papa Leão 14, fortemente ligado aos povos da América do Sul, também se manifestou nesta terça, afirmando estar "profundamente consternado ao tomar conhecimento da dolorosa notícia do terremoto que afetou gravemente várias regiões da Colômbia, segundo mensagem enviada à Conferência Episcopal da Colômbia.
Regiões afetadas
O tremor, com epicentro em Chocó, na costa do Pacífico, foi sentido em Bogotá, Medellín e Cali, entre as maiores do país, e na região da fronteira com a Venezuela, além de regiões do Equador e do Panamá, segundo o Serviço Geológico Colombiano. Locais registraram o tremor em vídeos, publicados na redes sociais, que mostram edifícios caindo.
Eixo Cafeeiro
A zona mais atingida foi a região do Eixo Cafeeiro, importante produtor mundial de café, e locais como a região metropolitana de Pereira e a cidade de Manizales, que viveu drama semelhante em 1999, quando mais de 1.100 morreram em outro terremoto. A Colômbia fica próxima do encontro entre as placas tectônicas: Sul-Americana, Nazca e a do Caribe.
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