CORREIO no mundo

Ucrânia mata 13 em ataque mais letal na Rússia desde 2023

Ucrânia mata 13 em ataque mais letal na Rússia desde 2023
Nove vítimas estavam em hostel em Nijnekamsk; refinaria foi atingida Crédito: Thenews2/Folhapress

Um ataque com drones ucranianos matou ao menos 13 pessoas e feriu outras 75 nesta segunda (10) em Nijnekamsk, cidade que fica a cerca de 1.200 km da fronteira do país invadido pela Rússia em 2022, no centro do país. Foi o mais letal bombardeio de Kiev em território russo desde 2023, quando 25 pessoas morreram quando um míssil atingiu um edifício em Belgorodo, no sul russo. Outro ataque em 2024 deixou 19 morto na mesma cidade, mas há dúvidas se ele foi resultado de ação ucraniana ou da defesa antiaérea russa na região. Não entram no ranking as ações durante os oito meses de invasão de Kiev da região meridional de Kursk, que não têm estatísticas detalhadas. O que é certo é que a ação desta segunda é a mais mortífera da campanha ucraniana contra o sistema energético e logístico russo, iniciada entre maio e junho.

 

Reduzir o apoio russo a Vladimir Putin

Reduzir o apoio russo a Vladimir Putin
Guerra vive fase mais violenta para civis desde o começo, em 2022 Crédito: Kremlin via Wikimedia Commons

Além de dano econômico, Kiev busca reduzir o apoio público à guerra e ao presidente Vladimir Putin em seu país. As forças de Volodimir Zelenski confirmaram ter mirado uma refinaria em Nijnekamsk, que segundo o governo local foi atingida no ataque. Ainda não há estimativa de danos provocados pelo ataque. A cidade fica perto de Kazan, capital da região do Tataristão de grande importância política e econômica. Ela sediou a reunião dos Brics de 2024 e foi o palco da eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2018.

Uma das vítimas do ataque era criança

Segundo a prefeitura local, 9 das 13 vítimas estavam em um hostel da cidade, e 7 delas eram uzbeques. Um dos mortos é uma criança.

Uma petroquímica também foi atingida por drones de longa distância em Tiumen, ainda mais distante a leste, a 1.800 km da fronteira ucraniana. Não houve vítimas relatadas. Na região ucraniana ocupada de Zaporíjia, um grande blecaute ocorreu após uma ação com aviões-robôs também nesta segunda-feira.

Rússia ataca e deixa seis mortos civis

No sentido oposto, ataques russos em três regiões ucranianas deixaram ao menos seis mortos também nesta segunda. No fim de semana, outras seis pessoas morreram em bombardeios com artilharia perto da linha de frente e ações com drones. A guerra mantém assim sua recente fase de violência exacerbada para a população civil.

Por Igor Gielow (Folhapress)

Repressão na Índia

A polícia usou gás lacrimogêneo, canhões de água e cassetetes para dispersar milhares de jovens que marchavam em direção à Assembleia Legislativa de Jharkhand, no leste da Índia, nesta segunda-feira (10). Os manifestantes protestavam contra supostas irregularidades em concursos públicos, incluindo vazamentos de provas.

Estudantes protestam

Estudantes e jovens desempregados começaram o protesto em 25 de julho. A mobilização se intensificou depois que milhares de pessoas se reuniram em um estádio em Ranchi, capital de Jharkhand. Nesta segunda, os manifestantes marcharam pela cidade, escalando barricadas policiais, agitando a bandeira nacional e gritando palavras de ordem.

Polícia se justifica

A polícia afirmou que empregou força moderada depois que parte dos manifestantes se tornou violenta. "Agimos com o mínimo de rigor e por pouquíssimo tempo, porque eles são apenas estudantes", disse o chefe da polícia de Ranchi, Paras Rana, à agência ANI. Segundo ele, as falas estão sendo levadas ao governo e os manifestantes devem evitar violência.

Demandas estudantis

Entre as demandas estão a reformulação do sistema estadual de exames, a anulação de algumas provas e uma investigação pela polícia federal indiana. O governo de Jharkhand, comandado por um partido regional de oposição ao primeiro-ministro Narendra Modi, mantém negociações com os manifestantes e afirmou que a maioria das reivindicações foi aceita.

Partido banido na Rússia

A Suprema Corte da Rússia decidiu banir nesta segunda (10) o último partido legal no país com uma agenda abertamente contrária à Guerra da Ucrânia do pleito parlamentar de 20 de setembro. O Iabloko, cujo nome é um acrônimo com as iniciais de seus três fundadores e significa maçã em russo, respondia a acusações feitas pela pequena sigla nacionalista Rodina.

Recorrer da decisão

A acusação era de que os candidatos eram traidores que recebiam dinheiro do exterior. O chefe do partido, Nikolai Ribakov, afirmou que irá recorrer da decisão dentro do prazo de cinco dias estipulado pelo tribunal. Ele negou o financiamento externo e disse que seguirá apoiando a paz com a Ucrânia.

Por Igor Gielow (Folhapress)