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Trump agora diz que troca pedágio em Hormuz por negócios

Trump agora diz que troca pedágio em Hormuz por negócios
Estreito de Hormuz deve ser alvo de pedágio dos Estados Unidos Crédito: NASA/GSFC via Wikimedia Commons

A ideia do presidente Donald Trump de instituir um pedágio para garantir a livre navegação no estreito de Hormuz não durou um dia. Nesta terça-feira (14), o americano publicou uma postagem na qual disse trocar a proposta por acordos de investimento e comércio com nações do golfo Pérsico.

"Baseado em conversas altamente produtivas com lideranças do Oriente Médio, eu decidi substituir a Taxa de Reembolso dos EUA de 20% [sobre cargas] por acordos de investimento e comércio com vários Estados do Golfo", escreveu na rede Truth Social. Na véspera, Trump havia anunciado a tarifa, ilegal sob leis internacionais e de implementação discutível dado que é o Irã que tem maior controle militar sobre o estreito por onde passava 20% do tráfego de petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra iniciada em 28 de fevereiro.

 

Presidente americano tenta se explicar

Presidente americano tenta se explicar
Fala de Donald Trump causou desconforto entre as nações Crédito: Daniel Torok/ Casa Branca

Conversando com repórteres depois, o republicano tentou se explicar. "Eu não acho que alguém possa cobrar uma taxa. Não gosto do conceito da taxa, mas, ao mesmo tempo, não é justo que nós estejamos protegendo esse estreito para o mundo tudo", disse, sem base na realidade acerca da tal proteção. Já a outra medida do americano, a reintrodução de um bloqueio naval a portos iranianos segue valendo. Segundo Trump e a Marinha dos EUA, serão impedidos de entrar e sair da região navios que tenham parado na nação persa ou sejam afiliados.

Anúncio causou desconforto entre países

O anúncio do pedágio causou desconforto nas nações aliadas dos EUA, que seguem recebendo ataques diários do Irã desde que Trump declarou nulo na semana passada o acordo de cessar-fogo que havia assinado com Teerã por 60 dias a partir de 17 de junho. Afinal, a ideia de cobrar pelo tráfego na região é iraniana, e foi a grande descoberta geopolítica da teocracia para barganhar o fim do conflito. Os EUA chegaram a aplicar um bloqueio que até foi efetivo para pressionar os iranianos, mas Teerã manteve o fluxo no estreito reduzido devido às ameaças aos navios.

Proposta original era iraniana

Não só ameaças: na quarta passada (8), Trump decidiu abandonar a trégua porque a Guarda Revolucionária havia atacado três petroleiros. Desde então, com a exceção da sexta (10), houve troca diária de fogo entre os rivais. Trump havia sido crítico da ideia do pedágio iraniano, prometendo manter Hormuz livre. Porém, preferiu tomar a proposta para si.

Por Igor Gielow (Folhapress)

Urnas eletrônicas

Donald Trump fará um pronunciamento em rede nacional na noite de quinta (16) sobre documentos de inteligência recentemente tornados públicos relacionados às investigações sobre as eleições americanas. Segundo um integrante do governo ouvido pela Reuters, Trump abordará o que a Casa Branca considera vulnerabilidades nas urnas eletrônicas.

Motivações eleitorais

Trump pode usar o discurso para voltar a defender a alegação, desmentida, de que perdeu a eleição de 2020 para Joe Biden em razão de uma fraude eleitoral em larga escala. Tribunais, auditorias eleitorais e o Departamento de Justiça durante o primeiro mandato de Trump não encontraram evidências de fraude, incluindo manipulação de urnas eletrônicas.

Alegações de fraude

A agência federal de segurança cibernética, junto com autoridades federais e estaduais, declarou que a eleição foi "a mais segura da história" dos EUA. Impulsionado pelas alegações de Trump de que as eleições são fraudadas, o governo vem tentando ampliar a supervisão federal sobre a administração das eleições e reformular a forma como os americanos votam.

Andy Burnham

Andy Burnham, ex-prefeito da Grande Manchester, está próximo de ser escolhido para suceder Keir Starmer como novo primeiro-ministro do Reino Unido. Segundo contagem do partido, ele tem o apoio necessário dos deputados trabalhistas para assumir. Ele recebeu apoio de mais 27 deputados trabalhistas, que se somam aos 322 no primeiro dia de votação.

Formalidade eleitoral

Com o apoio de 349 dos 403 deputados que integram a bancada trabalhista no Parlamento, nenhum outro candidato pode alcançar 81 apoios necessários para concorrer à liderança do partido, ainda que a data limite para votar seja até hoje. Andy ainda precisa obter o aval de três organizações afiliadas, incluindo pelo menos dois sindicatos, considerado formalidade eleitoral.

Encontro com rei Charles

Burnham deverá ser aclamado oficialmente como líder do Partido Trabalhista na sexta (17), durante um congresso extraordinário, antes de se mudar para o escritório oficial na Downing Street, provavelmente na próxima segunda (20), após se reunir com o rei Charles 3º. Burnham já havia tentado em duas ocasiões comandar o trabalhismo, em 2010 e 2015.