Trump diz que precisa de medida protetiva contra Giorgia Meloni
07 de julho de 202600:01Redação
Publicação de Trump foi vista como ataque á italianaCrédito: Reprodução/ Truth Social
Ministros da Itália saíram em defesa da líder do país, Giorgia Meloni, nesta segunda-feira (6), depois de um novo ataque feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra ela, às vésperas da cúpula da Otan, a aliança militar liderada por Washington, que será realizada na Turquia nesta terça (7) e na quarta. Trump publicou no domingo (5), na plataforma Truth Social, uma imagem em que Meloni aparece olhando para ele acompanhada da legenda: "Ordem de Restrição Necessária". Nos EUA, tal ordem equivale a uma medida protetiva. A primeira-ministra não comentou. O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou em entrevista ao canal Sky TG24 que a mensagem, reproduzida na capa dos principais jornais italianos, "não precisa de comentários". Segundo ele, o governo não pretende responder a esse tipo de provocação.
China faz teste de míssil nuclear submarino
Agência estatal Xinhua definiu o disparo como "rotineiro"Crédito: Reprodução
A Marinha da China realizou um teste de míssil com capacidade nuclear lançado de submarino no Pacífico na segunda (6), o primeiro conhecido do tipo em 44 anos. O ensaio levou a uma onda de críticas de potências regionais como o Japão, Austrália e Nova Zelândia. O lançamento foi defendido pela Rússia, parceira dos chineses. "Isso, novamente, é evidência de que nós não podemos ser ingênuos", afirmou o secretário-geral da aliança militar ocidental Otan, o holandês Mark Rutte. "E nós não somos", completou. Por Igor Gielow (Folhapress)
Número de mortos aumenta na Venezuela
O número de pessoas mortas pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu, nesta segunda-feira (6), para 3.535, segundo um comunicado divulgado pela ditadura venezuelana. No novo boletim, as autoridades mantiveram o número de feridos em 16.740. O balanço anterior de mortes, divulgado no domingo, era de 3.342. O regime evita falar em desaparecidos, mas o chefe de ajuda humanitária das Nações Unidas já estimou que esse número pode chegar a 50 mil, embora algumas projeções apontem para algo próximo de 10 mil.
Corpos enterrados sem identificação
Os terremotos do dia 24 de junho, de magnitudes 7,2 e 7,5, tiveram como principal área o estado de La Guaira. O balneário localizado a cerca de 40 km da capital Caracas concentra os maiores danos, com edifícios destruídos e milhares de moradores vivendo em abrigos improvisados instalados em parques e outras áreas públicas. A agência de notícia AFP relatou que mais de 150 corpos sem identificação foram enterrados no país no domingo (5).
Guerra da Ucrânia
Em mais um episódio de intensa violência na Guerra da Ucrânia, forças russas realizaram, nesta segunda-feira (6), um ataque com drones e mísseis contra a capital ucraniana, Kiev, deixando ao menos 26 mortos. Em resposta, o governo de Volodimir Zelenski atingiu refinarias em território controlado pela Rússia e provocou um apagão na Crimeia.
Reunião da Otan
A ofensiva de Moscou ocorreu após um dos ataques mais letais desde o início da guerra. Na última quinta-feira (2), um bombardeio russo contra Kiev deixou 30 mortos. A escalada da violência acontece às vésperas da cúpula anual da Otan, que discutirá a ampliação do apoio militar à Ucrânia. A pressão reflete o cenário cada vez mais crítico no campo de batalha.
Drones suicidas
"Enquanto os mísseis [do sistema antiaéreo] Patriot ficarem nos arsenais de nossos aliados, a Rússia só será encorajada a continuar atacando prédios residenciais. Os EUA e a Europa têm força suficiente para parar esse terror", disse Zelenski no X. As defesas ucranianas foram saturadas poutilizaram drones suicidas, tendo derrubado 326 dos 351 aparelhos russos.
Rússia não teme a Otan
É nesse cenário de escalada do conflito que os 32 países-membros da Otan se reunirão em Ancara, na Turquia, entre terça-feira (7) e quarta-feira (8). À margem do encontro, o presidente dos Eua, Donald Trump, terá uma reunião bilateral com Zelenski. Apesar da expectativa em torno da posição de Washington, o Kremlin afirmou não esperar mudanças na postura.
Resposta ucraniana
Em resposta, a Ucrânia promoveu um ataque de grande escala com drones contra as regiões russas de Leningrado e Iaroslav, tendo como alvos refinarias e terminais de exportação de petróleo e derivados. De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, 613 drones foram interceptados e destruídos pelas defesas antiaéreas.
Falta de mísseis
O comando militar ucraniano também informou ter atingido dois navios petroleiros no mar de Azov, área estratégica conectada ao mar Negro e sob controle de Moscou. Foram abatidos também 37 dos 45 mísseis de cruzeiro disparados. Mas os 23 modelos balísticos, muito mais velozes e de difícil interceptação, atingiram diretamente seus alvos.
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