A Venezuela atualizou nesta terça-feira (30) o número de mortos e feridos nos terremotos em sequência que atingiram o país na semana passada. De acordo com o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, 1.943 pessoas morreram na tragédia. Em relação ao levantamento anterior, divulgado na segunda (29), o número de feridos dobrou, passando de 5.034 para 10.571.
O Comitê Internacional de Resgate, organização não governamental que trabalha nas buscas por sobreviventes, afirmou que “quase 50 mil pessoas” continuam desaparecidas em La Guaira e Caracas, supostamente soterradas pelas estruturas que desabaram.
Um alerta emitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta terça apontou o risco de que milhares de venezuelanos passem a sofrer com doenças como a febre amarela, devido ao acúmulo de entulho, escombros e sujeira nas cidades atingidas pelos tremores. O porto de La Guaira, região mais afetada pelos abalos sísmicos, foi transformado em um necrotério a céu aberto.
A OMS avalia que o sistema de saúde do país está sobrecarregado e enfrentando um cenário caótico, aprofundado pela redução da capacidade de atendimento de nove hospitais que tiveram sua estrutura danificada. Milhares de médicos e enfermeiros também estão entre os desaparecidos.
“As conclusões preliminares revelam uma prestação de serviços e um fluxo de pacientes caóticos, marcados pela superlotação e pelo aumento das filas de espera para cirurgias", disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier.
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