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Irã prepara funeral de Estado para aiatolá Ali Khamenei

Irã prepara funeral de Estado para aiatolá Ali Khamenei
Ali Khamenei foi morto há três meses por EUA e Israel Crédito: Khamenei.ir/ Wikimedia Commons

O regime do Irã anunciou nesta terça-feira (2) que fará um funeral de Estado de três dias para o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica morto nos ataques aéreos feitos por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, em episódio que desencadeou a atual guerra no Oriente Médio. Khamenei, que esteve à frente do regime iraniano por quase 40 anos, foi morto em sua casa no centro de Teerã. Inicialmente, as autoridades planejavam fazer as cerimônias fúnebres em 4 de março, mas a continuidade do conflito levou ao adiamento da homenagem. Em entrevista à televisão estatal iraniana, o vice-prefeito de Teerã, Mohammad Amin Tavakolizadeh, afirmou que o país prepara uma cerimônia pública para se despedir do líder religioso e político.

 

Funeral em Teerã e cidades sagradas

Embora não tenha informado uma data exata, Tavakolizadeh indicou que o funeral poderá ocorrer no início do "muharram", o primeiro mês do calendário islâmico, que neste ano cai em meados de junho.

Segundo o dirigente, as homenagens serão realizadas em Teerã e também nas cidades sagradas de Qom e Mashhad. Esta última deverá ser o local de sepultamento de Khamenei.

Mobilização de grandes proporções

Mobilização de grandes proporções
Mojtaba Khamenei não foi mais visto desde o ataque Crédito: Reuters/ Folhapress

As autoridades esperam uma mobilização de grandes proporções. Ainda de acordo com Tavakolizadeh, apenas a cerimônia na capital deverá durar pelo menos 24 horas e reunir até 20 milhões de pessoas. A morte de Khamenei representou um dos episódios mais marcantes do conflito iniciado no fim de fevereiro e abriu um período de instabilidade política no país. Desde a morte do aiatolá, o regime iraniano passou a ser liderado por seu filho, Mojtaba, eleito por um conselho de clérigos para dar continuidade ao regime teocrático islâmico do país persa.

Mojtaba não foi visto em público

Desde o anúncio de seu nome, entretanto, Mojtaba não foi visto em público. Representantes oficiais da família afirmaram que ele foi ferido no ataque que abriu a guerra contra a teocracia, e seu estado de saúde é incerto. Há diversas teorias internacionais que defendem que Mojtaba faleceu, e que sua morte não teria sido divulgada para não enfraquecer o regime. Porém, nada foi confirmado.

Ataque da Rússia

Um ataque em larga escala da Rússia contra a Ucrânia com drones e mísseis balísticos mataram ao menos 22 pessoas em Dnipro e Kiev entre a noite de segunda (1º) e a madrugada desta terça (2), segundo autoridades do país. Mais de cem pessoas ficaram feridas. Ao menos dois prédios residenciais foram atingidos na capital.

Mais de 600 drones

A operação ocorre dias após alertas de que Moscou planeja uma grande ofensiva contra centros de poder do país que invadiu em fevereiro de 2022. Segundo o Exército da Ucrânia, a Rússia lançou 656 drones e 73 mísseis balísticos. Destes, 602 aeronaves não tripuladas e 40 projéteis foram abatidos.

Prédio desabou

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, disse que um edifício residencial de 24 andares desabou após ser atingido por um míssil, com pessoas provavelmente presas sob os escombros. Ainda segundo o prefeito, no distrito de Podil, um terreno de uma propriedade não residencial foi atingido por um incêndio.

Incêndios

E um prédio residencial de nove andares pegou fogo depois que destroços atingiram o telhado. "No distrito de Obolon, carros estão pegando fogo após serem atingidos por destroços de mísseis. Há também incêndios em dois locais em áreas abertas, incluindo um perto de uma creche", disse Klitschko no Telegram.

Maternidades

Uma maternidade com recém-nascidos e mulheres em trabalho de parto foi atingida em Odessa, no sul do país, informaram as autoridades, que não relataram vítimas no centro de saúde. Na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, o governador Oleh Siniehubov afirmou no Telegram que pelo menos seis pessoas ficaram feridas.

Volodimir Zelenski

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, voltou a defender o desenvolvimento de sistemas europeus de defesa aérea e a solicitar mais ajuda de Washington. "A assistência dos Estados Unidos no fornecimento de mísseis para os sistemas Patriot é absolutamente necessária", escreveu na rede X.