Um bombardeio russo contra uma área residencial de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, deixou 15 mortos, entre eles três crianças, e 17 feridos neste sábado (10), segundo autoridades ucranianas. As equipes de emergência continuam as buscas por pessoas desaparecidas entre os escombros dos imóveis atingidos. Até a última atualização, havia pelo menos 11 desaparecidos.
De acordo com o serviço estadual de emergência de Zaporizhzhia, cinco bombas aéreas guiadas atingiram casas onde viviam famílias com crianças. A operação de resgate mobilizou equipes para localizar sobreviventes e prestar atendimento às vítimas.
As autoridades ucranianas classificaram o ataque como uma ofensiva contra civis. O episódio ocorre em meio ao aumento dos bombardeios russos sobre cidades e estruturas civis do país.
Zelensky critica decisão dos EUA sobre petróleo russo
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, condenou o bombardeio e relacionou a ofensiva à decisão do governo dos Estados Unidos de suspender determinadas sanções sobre as exportações de petróleo russo.
Em declaração divulgada neste sábado, Zelensky afirmou que Moscou interpretaria o alívio das restrições econômicas como um sinal de que poderia intensificar as ações militares.
A referência foi feita após o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar na sexta-feira (9) uma medida relacionada à compra de petróleo russo. Segundo Trump, o acordo prevê o fornecimento de um milhão de toneladas da commodity aos Estados Unidos e ao mercado internacional, das quais 300 mil toneladas seriam disponibilizadas imediatamente.
Zelensky também informou que 13 regiões ucranianas foram atingidas por projéteis russos durante os ataques noturnos, incluindo a capital, Kiev. O presidente prometeu uma resposta militar à ofensiva.
Ataques russos ampliam número de vítimas civis
O bombardeio em Zaporizhzhia integra uma sequência de ataques aéreos registrados nos últimos dias. Segundo dados citados pela Organização das Nações Unidas (ONU), o número de vítimas civis na Ucrânia aumentou 55% nos primeiros oito meses deste ano, em comparação com o mesmo período anterior.
A intensificação das ofensivas ocorre em meio à troca de ataques entre os dois países. Nos últimos dias, a Rússia ampliou o uso de mísseis e drones contra alvos ucranianos, enquanto forças da Ucrânia realizaram bombardeios contra refinarias de petróleo em território russo.
O presidente russo, Vladimir Putin, havia afirmado recentemente que a Ucrânia seria punida, declaração interpretada como um possível sinal de intensificação das operações militares.
Bombardeios deixam dezenas de mortos na semana
Outros ataques registrados nesta semana também provocaram mortes entre civis. Na quinta-feira (8), um bombardeio russo atingiu um ônibus que transportava passageiros em Kramatorsk, nas proximidades da linha de frente da guerra. Mais de 30 pessoas morreram, segundo as informações divulgadas sobre o episódio.
Na quarta-feira (7), um edifício residencial foi atingido em Pryluky, deixando mais de 20 mortos, incluindo crianças, além de dezenas de feridos.
Na ocasião, Zelensky criticou a ofensiva e a classificou como um “presente de aniversário” do Exército russo para Putin.
A sucessão de ataques mantém em alerta as autoridades ucranianas e as equipes de emergência, que continuam atuando nas áreas atingidas para localizar vítimas e avaliar a extensão dos danos.
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