Os Estados Unidos receberam uma série de alertas contundentes de Israel ao longo do último ano apontando que o Irã tramava o assassinato do presidente Donald Trump. De acordo com informações reveladas por fontes oficiais à agência Reuters, os avisos precederam manobras de segurança drásticas — incluindo a remoção secreta de Trump do Air Force One na Turquia — e pesaram na decisão do governo americano de lançar uma campanha militar contra Teerã.
Os relatórios começaram a ser transmitidos por Israel na véspera de um conflito de 12 dias em junho de 2025 e ganharam intensidade antes da ofensiva americana em fevereiro de 2026. Os cenários mapeados por inteligência estrangeira incluíam desde a ação de atiradores de elite e recrutamento de infiltrados com armas brancas em eventos públicos até um plano altamente sofisticado: o uso de um míssil lançado do ombro contra a principal aeronave presidencial durante a cúpula da OTAN em Ancara, em julho.
Embora autoridades turcas e a própria comunidade de inteligência dos EUA — incluindo a CIA — tenham afirmado que não conseguiram confirmar a veracidade ou encontrar evidências concretas sobre essas ameaças específicas, a Casa Branca e o Serviço Secreto optaram por agir com rigor máximo. Em solo turco, Trump foi transferido de forma totalmente sigilosa para outra aeronave para garantir sua integridade.
Choque de narrativas na inteligência
O pano de fundo histórico remete à retaliação jurada por Teerã devido à morte do general iraniano Qassem Soleimani, ordenada por Trump em 2020. Contudo, o episódio escancara divergências profundas entre os serviços secretos. No início deste ano, agências americanas avaliaram que o Irã não desenvolvia ativamente uma arma nuclear, contrapondo o discurso de urgência defendido por Israel.
Ainda assim, pesando os alertas sobre os planos de atentado e o acirramento das tensões, Trump prosseguiu com os ataques ao Irã em fevereiro. Críticos apontam que a inteligência israelense exerceu forte influência sobre a política externa de Washington. Em resposta, um porta-voz da embaixada de Israel rejeitou a tese de manipulação política, argumentando que o país agiu estritamente compartilhando dados críticos de segurança nacional.
Enquanto a Casa Branca e a CIA mantêm silêncio oficial, o porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, ressaltou que a agência opera com foco absoluto na proteção presidencial diante do avanço de ameaças globais. "O Serviço Secreto analisa continuamente uma ampla gama de informações para orientar nossas operações", declarou.
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