Um ataque conduzido pelo Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos matou o narcotraficante Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, líder da facção criminosa Tren de Aragua, da Venezuela.
A ação foi divulgada na sexta-feira (12). Imagens do ataque mostram o impacto de um míssil norte-americano em um esconderijo onde Guerrero estava abrigado. De acordo com informações do Comando Sul dos EUA, a operação teve a participação das forças de segurança venezuelanas.
“At my direction, the United States Southern Command delivered a swift and lethal kinetic strike to successfully execute Niño Guerrero, the infamous leader of Tren De Aragua, one of the most bloodthirsty Terrorist Organizations on Planet Earth.” - President DONALD J. TRUMP ???????? pic.twitter.com/3R5IPxhPXX
— The White House (@WhiteHouse) June 13, 2026
O presidente Donald Trump afirmou em suas redes sociais que ordenou o ataque ao líder do Tren de Aragua, facção designada como organização narcoterrorista pelos EUA em 2025.
“Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque cinético rápido e letal para executar com sucesso Niño Guerrero, o infame líder do Tren de Aragua, uma das organizações terroristas mais sanguinárias do planeta”, afirmou Trump, em publicação repostada pela Casa Branca.
“Esta ação foi coordenada de perto com os nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem", disse o presidente dos EUA.
Território venezuelano
O secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, confirmou que o ataque ocorreu dentro do território venezuelano. “No início desta semana, o Departamento de Guerra — em plena colaboração com as forças de segurança venezuelanas — realizou um ataque armado contra um complexo do Tren de Aragua (TdA) na Venezuela. O fundador e líder do TdA, Héctor Rusthenford Guerrero Flores, também conhecido como Niño Guerrero, foi morto durante o ataque”, disse o secretário.
“A operação reforça o compromisso compartilhado entre os EUA e a Venezuela de combater os narcoterroristas e negar-lhes qualquer refúgio seguro em nosso hemisfério. Continuaremos a trabalhar em estreita colaboração com parceiros de segurança, como a Venezuela — e com os países parceiros da Coalizão Anticartel das Américas (A3C) — para combater nossos inimigos”, afirmou Hegseth.
A morte de Guerrero foi confirmada pelo governo da Venezuela em nota divulgada também na sexta-feira. “A operação contou com apoio tecnológico especializado e desenvolveu-se mediante mecanismos de cooperação e intercâmbio de informação de inteligência entre as autoridades de ambos os países”, disse o comunicado.
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