Estado do Rio

Aena vence Zurich e assume operações do Galeão até 2039

Operadora espanhola passa a administrar 18 aeroportos no país

Aena vence Zurich e assume operações do Galeão até 2039
Operadora espanhola vence a suíça no leilão, com lançe de R$ 2,9 bilhões Crédito: Divulgação

A espanhola Aena assinou, nesta terça-feira (6), o contrato de compra e venda de ações do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, e assumiu oficialmente a concessão do terminal. A empresa havia vencido, em março deste ano, o leilão para a aquisição do aeroporto.

Com a incorporação do Galeão à sua carteira de ativos, a Aena passa a administrar 18 aeroportos no Brasil, responsáveis por um fluxo superior a 63 milhões de passageiros por ano.

A operação também marca a saída da Infraero da concessão. A estatal detinha 49% do Galeão, enquanto os outros 51% pertenciam à Changi e à Vinci. Em agosto de 2025, a Vinci havia adquirido parte da participação da empresa asiática.

Com a conclusão da operação, toda a gestão do aeroporto passa a ficar sob responsabilidade do grupo privado.

A concessão foi estruturada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no modelo de venda assistida, criado para permitir a repactuação do contrato anteriormente firmado com a companhia asiática. O Galeão fazia parte do grupo de chamados "contratos estressados", formado por concessões antigas que enfrentaram dificuldades e precisaram ser revistas pelo poder concedente.

Entre as mudanças está o modelo de pagamento da outorga ao governo federal. Em vez de parcelas fixas, a Aena deverá repassar à União 20% do faturamento anual do aeroporto até 2039, quando termina o prazo da concessão.

A nova concessionária também foi dispensada da obrigação de construir uma terceira pista no Galeão, prevista no contrato anterior.

No leilão realizado em março, a Aena ofereceu R$ 2,9 bilhões pelo terminal, localizado na Zona Norte do Rio. O lance mínimo estabelecido era de R$ 932 milhões.

Na etapa de propostas por escrito, Zurich e Aena apresentaram ofertas de R$ 1,5 bilhão, equivalentes a um ágio de 60,8%. A RIOgaleão, então responsável pela administração do aeroporto, ofereceu inicialmente R$ 934 milhões, com ágio de 0,13%.

A definição ocorreu na etapa de lances em viva-voz, na qual as empresas puderam elevar sucessivamente suas propostas até a definição da vencedora.

A Aena está no Brasil desde 2020 e administra aeroportos em São Paulo, Campo Grande, Maceió e Aracaju. No mundo, é responsável por 46 terminais e dois heliportos na Espanha, detém 51% do aeroporto de Londres-Luton, atua no México em 12 aeroportos e tem gestão de outros dois na Jamaica.